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domingo, 27 de outubro de 2024

Sonho antigo da medicina, IA indica o melhor tratamento para pacientes com câncer

Todos os dias, os oncologistas se veem às voltas com a desafiadora decisão de escolher qual é o melhor caminho a seguir no tratamento de seus pacientes. Frequentemente, doentes, com um mesmo perfil e vítimas de um mesmo tipo de tumor, respondem de maneira completamente diferente a um mesmo medicamento. Prever como o paciente reagirá a uma determinada intervenção é um dos maiores desafios da oncologia. Pois bem, a healthtech Valar Labs desenvolveu uma plataforma de inteligência artificial (IA) capaz de ajudar os médicos nessa tomada de decisão. Batizada Vesta, a ferramenta, por enquanto, está programada para fazer o rastreamento do câncer de bexiga. Globalmente, entre todas as neoplasias, a doença é a quarta mais comum entre os homens e o oitava, entre as mulheres. No Brasil, para o triênio 2023-2025, são esperados 11.370 novos casos, por ano — e 4.595 mortes. Quando a doença é diagnosticada em fases iniciais, as chances de cura são altas. Mas, mesmo nessas situações, um grupo de pacientes não responde à abordagem padrão, a imunoterapia com BCG. Determinar quais deles não são candidatos ao tratamento os poupa dos efeitos colaterais (em geral, severos) e economiza um tempo precioso com uma terapêutica que, mais adiante, se mostraria ineficaz. Na oncologia, quanto mais precoce é o diagnóstico e mais preciso é o tratamento, maior é a probabilidade de cura, sem grandes prejuízos da qualidade de vida do doente. Fundada em 2021, em Palo Alto, na Califórnia, por Anirudh Joshi, Damir Vrabac, Pranav Rajpurkar e Viswesh Krishna, a healthtech acaba de levantar US$ 22 milhões, em uma rodada série A, liderada pelos fundos DCVC e 16Z, com a participação das gestoras PearVC e Andreessen Horowitz. Com o cheque mais recente, o total arrecadado sobe para US$ 26 milhões, segundo a consultoria Crunchbase. O dinheiro será usado para expandir o portfólio da Valar Labs para outros tipos de câncer. Estudos sobre a aplicação da IA em pacientes com tumores pancreáticos já estão em andamento.

Mil pacientes, de quatro continentes

A IA Vesta foi testada em mil pacientes, em quatro continentes. Os resultados dos estudos científicos foram publicados na revista especializada The Journal of Urology, da Associação Americana de Urologia — a aceitação do artigo é um indicativo da qualidade e seriedade dos estudos.
[caption id="" align="alignnone" width="860"]Sonho antigo da medicina Sonho antigo da medicina[/caption] Damir Vrabac (COO), Anirudh Joshi (CEO) e Viswesh Krishna (CTO) fundaram a healthtech em 2021, na Califórnia (Crédito: reprodução valarlabs.com)
[caption id="" align="alignnone" width="860"]Sonho antigo da medicina Sonho antigo da medicina[/caption] Essa é uma amostra de um tecido da bexiga de um paciente com câncer, conforme a imagem é analisada pela IA Vesta (Crédito: reprodução valarlabs.com)
O sistema da Valar Labs funciona em duas etapas. Na primeira, um modelo de visão computacional, treinada em milhares de imagens histológicas de pacientes com câncer, analisa em minúcias o tecido doente. Os patologistas humanos, em geral, por meio de comparações com células sadias, conseguem identificar que há algo de errado com as cancerosas. Mas frequentemente têm dificuldade para medir as diferenças entre elas.

Mais precisão

Na segunda fase, a IA indica se o paciente se beneficiará ou não da imunoterapia com BCG. A precisão, segundo os especialistas, é muito maior do que as métricas usadas atualmente, como a avaliação dos fatores de risco, a cistoscopia (exame endoscópico da bexiga) e a biópsia. Nos estudos da Valar Labs, a Vesta consegue identificar os doentes com o triplo de risco de não responder à imunoterapia com BCG. Apesar do sucesso da IA, o sistema não substitui a decisão do médico — pelo menos, por enquanto, nenhuma tecnologia é capaz assumir o lugar dos profissionais humanos. A Vesta, porém, acena com a possibilidade de tratamentos cada vez mais personalizados; um sonho antigo da medicina
https://w3b.com.br/sonho-antigo-da-medicina-ia-indica-o-melhor-tratamento-para-pacientes-com-cancer/?feed_id=14302&_unique_id=671e94e10f07c

terça-feira, 13 de agosto de 2024

A corrida é para competir com o ChatGPT

A corrida é para competir com o ChatGPT

Em mais um exemplo de que os investidores não vão poupar recursos para financiar a onda da inteligência artificial, Elon Musk acaba de levantar US$ 6 bilhões para a xAI, empresa do fundador da Tesla, SpaceX e Twitter que tem a ambição de concorrer com a OpenAI, a desenvolvedora do ChatGPT. A rodada série B avaliou a companhia, que tem menos de um ano de vida, em US$ 18 bilhões e trouxe para a base de acionistas diversos fundos de renome no Vale do Silício. Entre eles, Andreessen Horowitz, Sequoia Capital, Valor Equity Partners, Vy Capital e Fidelity Management & Research, bem como o príncipe saudita al-Waleed bin Talal e Kingdom Holding. O dinheiro será usado para desenvolver “os primeiros produtos da xAI ao mercado, construir infraestrutura avançada e acelerar a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias futuras”, disse a xAI, em um comunicado. A rodada marca a corrida que acontece ao redor do mundo para financiar projetos de inteligência artificial. As principais startups de IA arrecadaram bilhões de dólares nos últimos anos para financiar seus projetos e comprar recursos de computação para treinar modelos avançados de linguagem que alimentam chatbots de IA generativa. A OpenAI, por exemplo levantou US$ 13 bilhões com Microsoft. E a Anthropic, considerada a rival da ChatGPT na Europa, captou mais de US$ 6 bilhões. Musk tenta recuperar o atraso em relação aos seus dois principais rivais. O empresário lançou publicamente a xAI em julho do ano passado. Quatro meses depois, apresentou o chatbot Grok e o disponibilizou para os assinantes de sua plataforma de mídia social, a X (antigo Twitter). No início deste ano, mostrou seu modelo mais recente de IA, chamado de Grok-1.5. O dono da Tesla é um dos cofundadores da OpenAI como um laboratório sem fins lucrativos em 2015 com Sam Altman, seu atual presidente. Mas deixou a empresa e, recentemente, processou a OpenAI e Altman, alegando que eles haviam abandonado a missão inicial da empresa em busca de lucro. Esse é mais um exemplo da loucura que tem envolvido os aportes em empresas de inteligência artificial. Na semana passada, a americana Scale AI captou US$ 1 bilhão em rodada liderada pela Accel e com a participação de Nvidia, Amazon, Intel Capital, AMD e Meta. Com o dinheiro novo, a Scale AI, que atua com rotulagem de dados, dobrou o seu valuation, que passou de US$ 7 bilhões, para US$ 14 bilhões. A francesa H, que antes era conhecida como Holistic AI, anunciou também uma rodada seed de US$ 220 milhões (isso mesmo, não está faltando uma vírgula para diminuir o valor). A H, que trabalha em novos modelos de IA, conseguiu esse volume de dinheiro por conta da equipe de fundadores. Charles Kantor, cofundador e CEO da startup, era pesquisador universitário em Stanford. E os outros quatro fundadores trabalharam anteriormente para a DeepMind, a empresa de IA do Google.
https://w3b.com.br/a-corrida-e-para-competir-com-o-chatgpt/?feed_id=9977&_unique_id=66bbfbf32fbb7

segunda-feira, 29 de julho de 2024

Por que Blackstone, Carlyle e BlackRock emprestaram US$ 7,5 bilhões para uma startup de IA

Por que Blackstone? O mercado de dívida ficou aquecido com o avanço da inteligência artificial. Em uma das maiores captações nesta modalidade na história do mercado de tecnologia, a startup americana CoreWeave, que atua com computação em nuvem, anunciou a captação de US$ 7,5 bilhões com gestoras como Blackstone, Carlyle e BlackRock. A CoreWeave é uma empresa que atua com serviços de nuvem. O diferencial é um acordo com a Nvidia para obter os chips de inteligência artificial que são utilizados nas unidades de processamento gráfico que a startup possui. Assim, é possível atender as necessidades de empresas com serviços de inteligência artificial. Com sede em Nova Jersey, a CoreWeave opera atualmente em 14 data centers, mas planeja dobrar esse número até o fim deste ano – sendo dois deles fora dos EUA, no Reino Unido. O dinheiro captado nesta nova dívida deve ser usado para este objetivo, assim como o investimento em servidores e equipamentos de rede. “É um financiamento monumental em termos nominais, mas também é um financiamento monumental em termos da medida em que isso vai impulsionar a empresa”, disse Michael Intrator, CEO da CoreWeave, em entrevista ao The Wall Street Journal. O acordo com a Nvidia é importante porque a companhia é a principal fabricante de chips de inteligência artificial, concentrando mais de 80% das vendas deste mercado. No último ano, as ações da Nvidia dispararam com a necessidade por seus chips. A empresa mais do que triplicou de valor de mercado. Nesta sexta-feira, 17 de maio, a companhia estava avaliada em US$ 2,3 trilhões. Até por isso, a startup já é vista como uma concorrente de peso para gigantes como Microsoft, Amazon e Google, que também atuam com serviços de computação em nuvem. “Eu acho que ninguém estava esperando que outra hyperscaler entraria neste mercado tão rapidamente”, disse Intrator. A captação por dívida acontece apenas duas semanas após a CoreWeave ter levantado US$ 1,1 bilhão em uma rodada de equity de série C que foi liderada pela Coatue e que contou com a participação de gestoras como Altimeter Capital e Fidelity, Magnetar Capital, entre outras. A startup foi avaliada em US$ 19 bilhões. Não foi a primeira vez que a companhia recorreu ao venture debt. No ano passado, a CoreWeave levantou US$ 2,3 bilhões em dívida. Blackstone, Carlyle e BlackStone estavam envolvidas na transação, assim como Magnetar Capital, Coatue e a fabricante de chips Nvidia.
Fique Por Dentro
Startup tem um acordo com a Nvidia, a maior fabricante de chips de IA CoreWeave já é uma concorrente para Amazon, Microsoft e Google Dinheiro deve ser usado para dobrar o número de data centers
https://w3b.com.br/por-que-blackstone-carlyle-e-blackrock-emprestaram-us-75-bilhoes-para-uma-startup-de-ia/?feed_id=9163&_unique_id=66a83572d0d57

quinta-feira, 27 de junho de 2024

De olho na eterna dor dos CMOs, essa startup movimentou R$ 3 bilhões em um ano

De olho na eterna dor dos CMOs Com passagens por P&G, Burger King e McDonald’s, Marcelo Ferronato já tinha mais de 15 anos de experiência na área de marketing quando, em junho de 2022, decidiu deixar o posto de Chief Marketing Officer (CMO) na Red Bull para empreender. Ao pedir demissão, ele recebeu das mãos de Raul Tichauer, presidente da Red Bull no Brasil, um quadro com a mensagem “Para você ganhar asas no seu novo desafio”, em uma alusão à assinatura da marca e num gesto de incentivo para essa virada na carreira. O antigo patrão foi também um dos primeiros investidores da Media Hero, startup criada no início de 2023, com uma plataforma que mede o retorno e define a alocação dos investimentos em marketing. E que, em pouco tempo, acumula boas “horas de voo” e já planeja, inclusive, escalas internacionais. “Em um ano de operação, já processamos R$ 3 bilhões de investimentos em marketing na nossa plataforma”, diz Ferronato, cofundador da Media Hero, ao NeoFeed. “Muito dessa evolução veio dos meus relacionamentos e do conhecimento das dores e de como funcionam os orçamentos na área.” Esse networking ajudou a trazer doze clientes para a carteira da Media Hero. A relação inclui empresas como Nubank, Duracell, Boehringer-Ingelheim, Iguatemi, Omie e as agências AlmapBBDO e Wieden+Kennedy. A rede de contatos também atraiu outros investidores para o captable da startup. A rodada pre-seed, cujo valor não foi revelado, teve a participação de nomes como Marcos Angelini, presidente da Red Bull na América Latina, e Lanx Capital. Em outra ponta, para tirar a ideia do papel, Ferronato retomou as conversas com Gustavo Ioschpe, fundador e CEO da Big Data, startup de dados e inteligência artificial. A dupla havia se conhecido quatro anos antes, quando o “marketeiro” passou a pesquisar esses temas no embrião da Media Hero. Uma das empresas pioneiras nesses espaços no Brasil, a Big Data já tinha tentado criar uma plataforma semelhante à proposta da Media Hero. A empresa decidiu suspender, porém, o projeto. “A expertise do Gustavo não era de marketing e ele não falava a língua dos CMOs e das agências”, explica Ferronato. “Mas a Big Data já tinha um chassi enorme de tecnologia e de dados, o que nos economizou anos de capex e de P&D.” Na combinação dessas forças, Ioschpe se juntou à Media Hero como cofundador. A startup nasceu como um spin-off totalmente independente da Big Data, incorporando parte da propriedade intelectual e da equipe da sua “empresa-mãe”.

Do ponto de venda ao TikTok

No que diz respeito à oferta, essa soma resultou em uma plataforma que une inteligência artificial, machine learning e uma avalanche de dados para mensurar, de forma integrada, os investimentos em marketing. Além de sugerir, também com essa visão única e ampla, como aplicar esses recursos. A ferramenta se pluga aos sistemas de venda, de marketing e aos perfis dos clientes em redes sociais. Em paralelo, a startup tem uma base com mais de 25 mil fontes de dados – de órgãos como IBGE, Banco Central e MEC a informações diversas, como clima e pluviometria de cada região. Em uma primeira etapa, a ideia é medir as relações de causa e efeito dos investimentos de marketing. Sejam eles uma ação para a geração de awareness e branding, para a comunicação de um produto ou centrados diretamente na conversão em vendas. O leque de canais incluídos na medição também é extenso. Ele engloba desde campanhas no ponto de venda e em meios mais tradicionais, como TV e mídia out of home, até eventos, e-commerces e ações com influenciadores em redes como o TikTok ou o Instagram. A Media Hero reúne essas informações em um dashboard. E, a partir dessa massa de dados, chega no detalhe de entender, por exemplo, como o clima, o fluxo de pessoas ou o calendário escolar estão impactando uma campanha e as vendas de um produto em uma determinada cidade. Além de fornecer um retrato completo com a evolução das campanhas realizadas e de projetar o resultado dessas ações, numa segunda etapa, os algoritmos da plataforma rodam análises para sugerir o plano mais aderente aos objetivos dos clientes em novos investimentos. Aqui, a ferramenta segue a mesma lógica. A alocação dos recursos chega ao nível dos valores destinados a cada mídia e do canal a ser usado dentro de cada opção. No caso do Google, por exemplo, a cifra pode estar dividida no montante a ser aplicado em busca patrocinada ou no YouTube. O cliente pode alterar o plano. Automaticamente, todas as métricas, incluindo a projeção de resultados a serem obtidos com essas mudanças são calculados e mostrados na tela do usuário. A Media Hero aposta no modelo de software como serviço e cobra uma taxa mensal do cliente, que varia caso a caso. “Em todas as empresas que eu passei, sempre me incomodou a dificuldade de mensurar o retorno e planejar os investimentos de forma integrada”, diz Ferronato. “As poucas opções cobriam parte dessa dor e eram complicadas e caras.” Ele explica que a Media Hero encontra concorrência em algumas etapas desse processo. Essa competição envolve desde players estabelecidos, como Nielsen e Kantar, até startups como a americana e a italiana Cassandra. Nessa disputa, a brasileira já tem planos para estender seu mapa de atuação. A princípio, a expansão internacional deve acontecer a partir de 2025. Mas pode ser antecipada dependendo da evolução das cinco negociações em andamento com clientes nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil, o foco passa pela ampliação do time de 15 profissionais, entre engenheiros, cientistas de dados e PHDs em machine learning. A ideia é dobrar esse quadro até o fim de 2024. Outro plano é desenvolver uma versão da plataforma para empresas com um orçamento mais restrito de marketing. “Nossa projeção é de, no mínimo, dobrar o volume processado na plataforma até o fim do ano e chegar a um patamar entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões”, afirma Ferronato. “E, levando em conta os próximos doze meses, a expectativa é triplicar o valor que movimentamos atualmente.” De olho na eterna dor dos CMOs
https://w3b.com.br/de-olho-na-eterna-dor-dos-cmos-essa-startup-movimentou-r-3-bilhoes-em-um-ano/?feed_id=8029&_unique_id=667ddbce2a8b3

sábado, 27 de abril de 2024

Por que o ex-CEO do PayPal (e agora na Valor Capital) teme a inteligência artificial

SUNNYVALE – Depois de mais de nove anos no comando do PayPal, o americano Dan Schulman foi anunciado na última segunda-feira, 8 de abril, como o novo managing partner da Valor Capital, gestora criada em 2011 que tem em seu portfólio startups como CloudWalk, Wellhub (antiga Gympass), Loft, Sami, entre outras.

No anúncio feito pela gestora na segunda-feira, Scott Sobel, fundador da gestora, afirmou que o novo managing partner vai dedicar dois a três dias por semana à função e ficará alocado em Palo Alto. Ele terá como missão alavancar novos negócios da empresa e trabalhar ao lado dos fundadores de startups que já estão no portfólio.

Ao buscar novos investimentos para a gestora, Schulman terá pela frente uma leva de startups que usam (e, por vezes, abusam) do termo inteligência artificial em seus modelos de negócios. A tecnologia, porém, gera certo receio no agora investidor de venture capital.

Entrevistado durante um painel no Brazil at Silicon Valley, evento realizado em Sunnyvale, na Califórnia, Schulman fugiu do típico discurso otimista sobre a inteligência artificial e citou alguns problemas que serão causados pelo avanço da tecnologia.

“O desemprego vai aumentar drasticamente”, afirmou o novo managing partner da Valor Capital. Segundo ele, ainda que novos empregos serão criados, haverá uma distância de tempo entre as profissões que serão extintas e os novos trabalhos que surgirão. “Essa atualização do conjunto de habilidades será feita em algum momento.”

Schulman diz que a onda de demissões vai ocorrer porque as companhias vão precisar fazer isso para se tornarem mais eficientes e operarem com um custo menor. “As companhias vão reduzir entre 15% e 35% o custo da estrutura nos próximos três anos”, disse. “Você terá menos pessoas e que irão produzir mais.”

O descasamento entre as demissões e a criação de novas profissões gera um problema de escala nacional. No longo prazo, Schulman aponta que o desemprego pode fazer com que os governos precisem controlar o câmbio e a taxa de juros e deixar os cidadãos mais insatisfeitos com seus governos.

Para além das demissões, Schulman citou o fator de segurança digital como outro ponto de alerta. “Hoje há dois tipos de empresas: aquelas que foram hackeadas e aquelas que não sabem que foram”, disse.

Ele citou os avanços em deep fakes como um problema a ser enfrentado pelas companhias, principalmente do setor financeiro. “A indústria está massivamente preocupada com a aceleração dessas tecnologias”, afirmou. “Todo mundo tem clipe de voz em algum lugar na internet e leva apenas 15 segundos para que alguém consiga imitar aquela voz.”

Schulman prevê que a inteligência artificial deverá avançar de forma acelerada em 2024 e que novos modelos deverão ser criados até o fim do ano. “As pessoas vão precisar se acostumar em relação ao quão avançados esses sistemas serão”, afirmou. “Estamos na beira de uma revolução tecnológica.”

https://w3b.com.br/por-que-o-ex-ceo-do-paypal-e-agora-na-valor-capital-teme-a-inteligencia-artificial/?feed_id=4131&_unique_id=662d1b223771e

Rival europeia da OpenAI busca € 500 milhões (e quer valer € 5 bilhões)

Uma das principais concorrentes da OpenAI na corrida pela inteligência artificial, a startup francesa Mistral AI está próxima de levantar mais uma rodada. A companhia está negociando um aporte de € 500 milhões que poderá mais do que dobrar o valuation do negócio para pelo menos € 5 bilhões.

A nova rodada de investimento está sendo negociada com diferentes investidores, mas os nomes dos envolvidos ainda são mantidos em sigilo. Com menos de um ano de existência, a Mistral já levantou mais de € 400 milhões e foi avaliada na última rodada em € 2 bilhões.

Entre os investidores que já aportaram no negócio estão as gestoras Lightspeed Venture Partners, Andreessen Horowitz e General Catalyst. Empresas como Nvidia e Salesforce também estão no grupo de acionistas.

Ainda que o valuation possa mais do que dobrar, a cifra ainda é baixa em comparação a da OpenAI. A principal concorrente da Mistral está avaliada em cerca de US$ 80 bilhões, segundo o The New York Times.

Em fevereiro, a Mistral fechou uma parceria com a Microsoft, que é a principal investidora da rival OpenAI. Houve um novo aporte financeiro na operação, mas os detalhes não foram revelados. Ao Financial Times, a Microsoft informou que não reteve participação no negócio.

A ideia é que a startup francesa colabore no desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial para a Microsoft na Europa. Na prática, isso significa o desenvolvimento de modelos de linguagem para serem utilizados na Azure, a divisão de computação em nuvem da companhia.

A principal diferença entre a OpenAI e a Mistral é que a segunda aposta em um modelo de código aberto de seu negócio. A Mistral permite que outros desenvolvedores usem sua ferramenta como base para a construção de novos aplicativos de AI.

A Mistral foi fundada em maio de 2023 por Arthur Mensch, Guillaume Lample e Timothée Lacroix, três ex-funcionários de gigantes como Meta e Google. A companhia tem um chatbot de inteligência artificial chamado Le Chat. O produto é semelhante ao ChatGPT, da OpenAI.

Ao FT, um investidor da companhia afirmou que o êxtase em torno da Mistral abriu a possibilidade para um novo investimento em um período tão curto desde o último round. Esse mesmo investidor, contudo, disse que a startup ainda tem dinheiro suficiente em caixa para desenvolver seu próximo modelo de inteligência artificial.

Esses modelos são chamados de large language models (LLMs) e estão no cérebro dos chatbots de inteligência artificial generativa. Sem esse modelo de linguagem é impossível que as ferramentas produzam textos e códigos de programação de forma autônoma.

Para treinar os modelos, a empresa precisa investir em chips de inteligência artificial que são fabricados por gigantes como a Nvidia, que é uma das parceiras da companhia francesa.

Seu primeiro modelo de chatbot de inteligência artificial levou cerca de 10 meses para ser lançado. O investimento feito pela companhia, até então com 10 funcionários, para atingir o feito não superou US$ 500 mil. Com mais usuários, a tendência é que esses gastos fiquem maiores.

Fique Por Dentro

Startup francesa já levantou mais de € 400 milhões em menos de um ano

Lightspeed, Andreessen Horowitz e Nvidia são algumns dos investidores

Novo aporte pode valorizar companhia em mais de € 5 bilhões

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