segunda-feira, 11 de novembro de 2024
Nvidia valendo US$ 10 trilhões (isso mesmo!) em 2030?
domingo, 27 de outubro de 2024
Inteligência artificial já superou os humanos em prever o futuro financeiro
Para professor da Wharton a IA está longe do aspecto psicológico, algo importante para as finanças
"Não vejo a IA como um substituto de pessoas, mas uma ferramenta muito poderosa para acelerar nossos processos de decisões"Quais são os principais desafios para a adoção da IA, neste momento, no caso de decisões de gestão de investimentos? São os dados e os modelos das ferramentas. Ainda é preciso mais dados e dados confiáveis. E vemos os modelos melhorando de forma exponencial. Mas as pessoas confiarão em delegar suas decisões financeiras para um chatbox, neste momento, de forma completa? A chave para utilizar IA de forma efetiva é saber o que e como perguntar e saber como interpretar as respostas. Eu não vejo a IA como um substituto de pessoas, mas uma ferramenta muito poderosa para acelerar nossos processos de decisões. Quais as principais mudanças que a IA trará para o mundo dos investimentos? Ele substituirá os assessores? Pelo lado dos profissionais de investimentos, muitos já estão utilizando IA para automatizar muitas das atividades diárias. No caso do passo seguinte, de confiar na IA para ajudar no aconselhamento de clientes, não estamos nessa fase. Ainda existe muita informação pouco confiável vindo, e eu vejo isso na minha experiência em desenvolver um chatbox financeiro. O que vejo é o aumento da simbiose entre assessores e IA, e não sei se os assessores serão completamente substituídos. E no caso dos consumidores? Para onde estamos indo, se é que não estamos lá, é utilizar a IA para engajar com os assessores, saber quais perguntas fazer, como analisar as propostas dos assessores, os riscos dessas propostas, ajudando na educação financeira. As pessoas serão cortadas e as decisões serão delegadas para a IA? Acho que não dá para olhar para os investimentos fora do contexto da renda e da poupança, da estabilidade das pessoas no trabalho, outras fontes de renda, da vida das pessoas. Eu não sei quando e se chegaremos num momento em que o computador lida com tudo, mas não será no futuro próximo. O que parece é que, tanto do lado dos clientes como dos assessores, a IA será uma fonte de insights, informações, mas não uma ferramenta para decisões… Ela é uma ferramenta que ajudará com decisões, mas não uma para quem podemos delegar decisões neste momento. Não estamos num ponto em que podemos delegar decisões importantes para as ferramentas de IA. E elas estão melhorando em ajudar nas decisões. A pergunta que ronda a cabeça de todos é se ela se tornará uma ferramenta para quem poderemos delegar decisões. O que os humanos fazem que ainda não é possível ser substituído pelas máquinas em termos de assessoramento de investimentos? Um aspecto importante da função dos assessores de investimentos, de maneira geral, é a parte psicológica, sendo empático e ouvindo os clientes. Do ponto de vista de implementação dessas tecnologias, não está muito claro que podemos automatizar muitos pontos básicos da gestão de investimentos. Ter alguém para quem possa ligar depois que os mercados fecharam e meu portfólio tomou um tombo, que possa me acalmar, explicar a situação tem muito valor. Não sei se a IA chegará num lugar em que possa lidar com o aspecto psicológico, algo importante para as finanças.
Sonho antigo da medicina, IA indica o melhor tratamento para pacientes com câncer
Mil pacientes, de quatro continentes
A IA Vesta foi testada em mil pacientes, em quatro continentes. Os resultados dos estudos científicos foram publicados na revista especializada The Journal of Urology, da Associação Americana de Urologia — a aceitação do artigo é um indicativo da qualidade e seriedade dos estudos.
Sonho antigo da medicina[/caption]
Damir Vrabac (COO), Anirudh Joshi (CEO) e Viswesh Krishna (CTO) fundaram a healthtech em 2021, na Califórnia (Crédito: reprodução valarlabs.com)
Sonho antigo da medicina[/caption]
Essa é uma amostra de um tecido da bexiga de um paciente com câncer, conforme a imagem é analisada pela IA Vesta (Crédito: reprodução valarlabs.com)
Mais precisão
Na segunda fase, a IA indica se o paciente se beneficiará ou não da imunoterapia com BCG. A precisão, segundo os especialistas, é muito maior do que as métricas usadas atualmente, como a avaliação dos fatores de risco, a cistoscopia (exame endoscópico da bexiga) e a biópsia. Nos estudos da Valar Labs, a Vesta consegue identificar os doentes com o triplo de risco de não responder à imunoterapia com BCG. Apesar do sucesso da IA, o sistema não substitui a decisão do médico — pelo menos, por enquanto, nenhuma tecnologia é capaz assumir o lugar dos profissionais humanos. A Vesta, porém, acena com a possibilidade de tratamentos cada vez mais personalizados; um sonho antigo da medicinaquarta-feira, 9 de outubro de 2024
No Itaú Unibanco, um olho no crescimento e outro nos novos entrantes
terça-feira, 8 de outubro de 2024
Como Scarlett Johansson “calou” a inteligência artificial da OpenAI
A Nvidia não se cansa de surpreender e multiplica lucro por sete no trimestre
sexta-feira, 30 de agosto de 2024
IA Tem se Tornado uma Ferramenta de Trabalho
IA Tem se Tornado uma Ferramenta de Trabalho
Um estudo recente realizado pela Microsoft em parceria com o LinkedIn mostrou que 83% dos profissionais brasileiros que exercem algum tipo de atividade intelectual utilizam a inteligência artificial em suas rotinas de trabalho. Ou seja: a IA tem se tornado uma ferramenta de trabalho onipresente, que amplifica os horizontes profissionais de seus usuários. No Brasil, um exemplo do uso eficaz dos recursos trazidos pela inteligência artificial vem da Bradesco Asset – e quem diz isso é uma das principais publicações do mundo voltadas para a indústria financeira. No final de abril, a Bradesco Asset conquistou o prêmio “Uso Mais Inovador de Inteligência Artificial Generativa”, concedido pela publicação americana Global Finance. A conquista se deve a uma ferramenta desenvolvida pela gestora com o apoio do InovaBra, braço de inovação do Bradesco, e também contou com o apoio do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depec) do banco. O projeto começou a ser gestado no início de 2023, quando o ChatGPT disseminou-se pelo mundo como uma nova revolução tecnológica. Em abril, atenta às oportunidades que certamente surgiriam pelo caminho, a Bradesco Asset criou uma célula de inteligência artificial generativa que tinha por objetivo desenvolver iniciativas na área. A divisão passou a ser comandada por Fernando Galdi, head de Estratégia e Inovação da Bradesco Asset, mas com a participação de profissionais de diversas áreas do banco, do InovaBra ao Depec, passando por colaboradores do setor de tecnologia do Bradesco. Atualmente, este braço de IA do banco é formado por um time de 15 pessoas. “O principal objetivo da célula é gerar aplicações de IA para o dia a dia da asset”, resume Galdi. Foi essa premissa que deu origem à ferramenta premiada pela Global Finance. Depois da fase de criação, a ferramenta passou a operar de forma experimental, em julho do ano passado, até ser efetivamente adotada pelo Bradesco três meses depois, em outubro. “Basicamente, aplicamos a inteligência artificial generativa para analisar as atas e comunicados emitidos pelo Banco Central do Brasil e pelo Fed, o banco central americano”, diz Galdi. Para isso, a gestora usa os modelos de inteligência artificial GPT-4 e GPT-3.5, que leem os documentos e os comparam com versões anteriores das atas e comunicados. Com base nessas informações, a ferramenta cria um indicador, chamado Hawk-Dove, que varia de -1 a 1. O valor negativo aponta para um tom mais próximo a Dove (possível diminuição da taxa de juros nas próximas reuniões), enquanto o positivo indica um tom mais Hawk (aumento das taxas).
quinta-feira, 15 de agosto de 2024
Microsoft “preenche vaga” de Sam Altman com o cofundador da Deep Mind
terça-feira, 13 de agosto de 2024
A corrida é para competir com o ChatGPT
A corrida é para competir com o ChatGPT
Em mais um exemplo de que os investidores não vão poupar recursos para financiar a onda da inteligência artificial, Elon Musk acaba de levantar US$ 6 bilhões para a xAI, empresa do fundador da Tesla, SpaceX e Twitter que tem a ambição de concorrer com a OpenAI, a desenvolvedora do ChatGPT. A rodada série B avaliou a companhia, que tem menos de um ano de vida, em US$ 18 bilhões e trouxe para a base de acionistas diversos fundos de renome no Vale do Silício. Entre eles, Andreessen Horowitz, Sequoia Capital, Valor Equity Partners, Vy Capital e Fidelity Management & Research, bem como o príncipe saudita al-Waleed bin Talal e Kingdom Holding. O dinheiro será usado para desenvolver “os primeiros produtos da xAI ao mercado, construir infraestrutura avançada e acelerar a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias futuras”, disse a xAI, em um comunicado. A rodada marca a corrida que acontece ao redor do mundo para financiar projetos de inteligência artificial. As principais startups de IA arrecadaram bilhões de dólares nos últimos anos para financiar seus projetos e comprar recursos de computação para treinar modelos avançados de linguagem que alimentam chatbots de IA generativa. A OpenAI, por exemplo levantou US$ 13 bilhões com Microsoft. E a Anthropic, considerada a rival da ChatGPT na Europa, captou mais de US$ 6 bilhões. Musk tenta recuperar o atraso em relação aos seus dois principais rivais. O empresário lançou publicamente a xAI em julho do ano passado. Quatro meses depois, apresentou o chatbot Grok e o disponibilizou para os assinantes de sua plataforma de mídia social, a X (antigo Twitter). No início deste ano, mostrou seu modelo mais recente de IA, chamado de Grok-1.5. O dono da Tesla é um dos cofundadores da OpenAI como um laboratório sem fins lucrativos em 2015 com Sam Altman, seu atual presidente. Mas deixou a empresa e, recentemente, processou a OpenAI e Altman, alegando que eles haviam abandonado a missão inicial da empresa em busca de lucro. Esse é mais um exemplo da loucura que tem envolvido os aportes em empresas de inteligência artificial. Na semana passada, a americana Scale AI captou US$ 1 bilhão em rodada liderada pela Accel e com a participação de Nvidia, Amazon, Intel Capital, AMD e Meta. Com o dinheiro novo, a Scale AI, que atua com rotulagem de dados, dobrou o seu valuation, que passou de US$ 7 bilhões, para US$ 14 bilhões. A francesa H, que antes era conhecida como Holistic AI, anunciou também uma rodada seed de US$ 220 milhões (isso mesmo, não está faltando uma vírgula para diminuir o valor). A H, que trabalha em novos modelos de IA, conseguiu esse volume de dinheiro por conta da equipe de fundadores. Charles Kantor, cofundador e CEO da startup, era pesquisador universitário em Stanford. E os outros quatro fundadores trabalharam anteriormente para a DeepMind, a empresa de IA do Google.sábado, 3 de agosto de 2024
Google considera busca paga “movida” a IA
segunda-feira, 29 de julho de 2024
Por que Blackstone, Carlyle e BlackRock emprestaram US$ 7,5 bilhões para uma startup de IA
terça-feira, 9 de julho de 2024
Até o Walmart quer tirar uma “casquinha” da inteligência artificial
Os Ads para as varejistas
O Walmart não é, no entanto, o único varejista a seguir a trilha de diversificação da gigante fundada por Jeff Bezos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Target anunciou neste mês que a sua área de publicidade vem se consolidando como um grande impulsionador de suas receitas. Já na América Latina, para ficar apenas nesse espaço da publicidade, um dos players é o Mercado Livre, que vem avançando nessa esfera com o Mercado Ads. Outro nome a seguir essa tendência é o Magazine Luiza, com o MagaluAds. Em contrapartida, a varejista liderada pela família Trajano é também um entre outros tantos exemplos que ilustram e reforçam o fato de que essa jornada além do varejo tem barreiras e sobressaltos pelo caminho. A operação, que, no fim de janeiro, anunciou uma capitalização de R$ 1,25 bilhão, ancorada pelo próprio clã Trajano e pelo BTG Pactual, vem encontrando dificuldades para se consolidar em outras frentes de negócio. Esse itinerário mais desafiador tem sido dificultado, inclusive, pela competição com nomes como a própria Amazon. E se traduziu, nos balanços mais recentes, no aumento da dívida líquida e, por consequência, na redução do caixa da operação. Como principais destinos da nova captação, a varejista elegeu exatamente áreas que dão o tom da sua disposição em avançar em outras frentes a partir do varejo e, nas quais, ainda está aquém dos rivais. Entre elas, os serviços ofertados a parceiros nos segmentos de advertising, de fintech, de fulfillment e de nuvem. Distante desse cenário de competição no Brasil, as ações do Walmart estavam sendo negociadas com ligeira queda de 0,5% nos Estados Unidos, por volta das 11h15 (horário local). No ano, os papéis da rede, avaliada em US$ 489,5 bilhões, registram, porém, alta de 15,6%.quarta-feira, 3 de julho de 2024
O “sr. www” projeta a inteligência artificial como um assistente pessoal
quinta-feira, 27 de junho de 2024
De olho na eterna dor dos CMOs, essa startup movimentou R$ 3 bilhões em um ano
Do ponto de venda ao TikTok
No que diz respeito à oferta, essa soma resultou em uma plataforma que une inteligência artificial, machine learning e uma avalanche de dados para mensurar, de forma integrada, os investimentos em marketing. Além de sugerir, também com essa visão única e ampla, como aplicar esses recursos. A ferramenta se pluga aos sistemas de venda, de marketing e aos perfis dos clientes em redes sociais. Em paralelo, a startup tem uma base com mais de 25 mil fontes de dados – de órgãos como IBGE, Banco Central e MEC a informações diversas, como clima e pluviometria de cada região. Em uma primeira etapa, a ideia é medir as relações de causa e efeito dos investimentos de marketing. Sejam eles uma ação para a geração de awareness e branding, para a comunicação de um produto ou centrados diretamente na conversão em vendas. O leque de canais incluídos na medição também é extenso. Ele engloba desde campanhas no ponto de venda e em meios mais tradicionais, como TV e mídia out of home, até eventos, e-commerces e ações com influenciadores em redes como o TikTok ou o Instagram. A Media Hero reúne essas informações em um dashboard. E, a partir dessa massa de dados, chega no detalhe de entender, por exemplo, como o clima, o fluxo de pessoas ou o calendário escolar estão impactando uma campanha e as vendas de um produto em uma determinada cidade. Além de fornecer um retrato completo com a evolução das campanhas realizadas e de projetar o resultado dessas ações, numa segunda etapa, os algoritmos da plataforma rodam análises para sugerir o plano mais aderente aos objetivos dos clientes em novos investimentos. Aqui, a ferramenta segue a mesma lógica. A alocação dos recursos chega ao nível dos valores destinados a cada mídia e do canal a ser usado dentro de cada opção. No caso do Google, por exemplo, a cifra pode estar dividida no montante a ser aplicado em busca patrocinada ou no YouTube. O cliente pode alterar o plano. Automaticamente, todas as métricas, incluindo a projeção de resultados a serem obtidos com essas mudanças são calculados e mostrados na tela do usuário. A Media Hero aposta no modelo de software como serviço e cobra uma taxa mensal do cliente, que varia caso a caso. “Em todas as empresas que eu passei, sempre me incomodou a dificuldade de mensurar o retorno e planejar os investimentos de forma integrada”, diz Ferronato. “As poucas opções cobriam parte dessa dor e eram complicadas e caras.” Ele explica que a Media Hero encontra concorrência em algumas etapas desse processo. Essa competição envolve desde players estabelecidos, como Nielsen e Kantar, até startups como a americana e a italiana Cassandra. Nessa disputa, a brasileira já tem planos para estender seu mapa de atuação. A princípio, a expansão internacional deve acontecer a partir de 2025. Mas pode ser antecipada dependendo da evolução das cinco negociações em andamento com clientes nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil, o foco passa pela ampliação do time de 15 profissionais, entre engenheiros, cientistas de dados e PHDs em machine learning. A ideia é dobrar esse quadro até o fim de 2024. Outro plano é desenvolver uma versão da plataforma para empresas com um orçamento mais restrito de marketing. “Nossa projeção é de, no mínimo, dobrar o volume processado na plataforma até o fim do ano e chegar a um patamar entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões”, afirma Ferronato. “E, levando em conta os próximos doze meses, a expectativa é triplicar o valor que movimentamos atualmente.” De olho na eterna dor dos CMOsquinta-feira, 20 de junho de 2024
Apple pode entrar na corrida da IA com chip para data center
quinta-feira, 6 de junho de 2024
Na Coreia do Sul, um arsenal de US$ 19 bilhões em chips
quarta-feira, 5 de junho de 2024
Marks não está disposto a “conversar” com a inteligência
quinta-feira, 16 de maio de 2024
A IA está gerando uma guerra por talentos nas big techs (e Musk teve de abrir a carteira)
sábado, 27 de abril de 2024
Por que o ex-CEO do PayPal (e agora na Valor Capital) teme a inteligência artificial
SUNNYVALE – Depois de mais de nove anos no comando do PayPal, o americano Dan Schulman foi anunciado na última segunda-feira, 8 de abril, como o novo managing partner da Valor Capital, gestora criada em 2011 que tem em seu portfólio startups como CloudWalk, Wellhub (antiga Gympass), Loft, Sami, entre outras.
No anúncio feito pela gestora na segunda-feira, Scott Sobel, fundador da gestora, afirmou que o novo managing partner vai dedicar dois a três dias por semana à função e ficará alocado em Palo Alto. Ele terá como missão alavancar novos negócios da empresa e trabalhar ao lado dos fundadores de startups que já estão no portfólio.
Ao buscar novos investimentos para a gestora, Schulman terá pela frente uma leva de startups que usam (e, por vezes, abusam) do termo inteligência artificial em seus modelos de negócios. A tecnologia, porém, gera certo receio no agora investidor de venture capital.
Entrevistado durante um painel no Brazil at Silicon Valley, evento realizado em Sunnyvale, na Califórnia, Schulman fugiu do típico discurso otimista sobre a inteligência artificial e citou alguns problemas que serão causados pelo avanço da tecnologia.
“O desemprego vai aumentar drasticamente”, afirmou o novo managing partner da Valor Capital. Segundo ele, ainda que novos empregos serão criados, haverá uma distância de tempo entre as profissões que serão extintas e os novos trabalhos que surgirão. “Essa atualização do conjunto de habilidades será feita em algum momento.”
Schulman diz que a onda de demissões vai ocorrer porque as companhias vão precisar fazer isso para se tornarem mais eficientes e operarem com um custo menor. “As companhias vão reduzir entre 15% e 35% o custo da estrutura nos próximos três anos”, disse. “Você terá menos pessoas e que irão produzir mais.”
O descasamento entre as demissões e a criação de novas profissões gera um problema de escala nacional. No longo prazo, Schulman aponta que o desemprego pode fazer com que os governos precisem controlar o câmbio e a taxa de juros e deixar os cidadãos mais insatisfeitos com seus governos.
Para além das demissões, Schulman citou o fator de segurança digital como outro ponto de alerta. “Hoje há dois tipos de empresas: aquelas que foram hackeadas e aquelas que não sabem que foram”, disse.
Ele citou os avanços em deep fakes como um problema a ser enfrentado pelas companhias, principalmente do setor financeiro. “A indústria está massivamente preocupada com a aceleração dessas tecnologias”, afirmou. “Todo mundo tem clipe de voz em algum lugar na internet e leva apenas 15 segundos para que alguém consiga imitar aquela voz.”
Schulman prevê que a inteligência artificial deverá avançar de forma acelerada em 2024 e que novos modelos deverão ser criados até o fim do ano. “As pessoas vão precisar se acostumar em relação ao quão avançados esses sistemas serão”, afirmou. “Estamos na beira de uma revolução tecnológica.”