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quarta-feira, 9 de outubro de 2024

No Itaú Unibanco, um olho no crescimento e outro nos novos entrantes

Com a economia brasileira apresentando uma atividade baixa nos últimos anos, o tema do crescimento ganhou relevância dentro do Itaú Unibanco, considerando o peso que o banco tem no mercado brasileiro e o avanço da concorrência vinda de fintechs e bancos digitais para ganho de market share. Para encarar esse cenário, de olho nos próximos 100 anos, o banco entende que o processo de transformação conduzido pela evolução de sua base tecnológica e na troca da visão estratégica, em que a experiência do cliente vem antes dos produtos oferecidos, cria as condições para não ficar refém da macroeconomia. “Esse é um grande desafio [crescimento], porque um banco não consegue estar fora do ambiente econômico onde está inserido”, disse Pedro Moreira Salles, copresidente do conselho de administração do Itaú na quarta-feira, 19 de junho, durante o Itaú Day. "Temos crescido mais que a concorrência tradicional, mas abaixo de quem começa com base muito baixa e hoje cresce mais." Em conversa com Roberto Setubal, com quem divide a presidência do board do Itaú, Moreia Salles afirmou que para aproveitar as janelas de oportunidades da economia, o banco não “pode tirar o olho da questão da eficiência”. “O jogo se dá olhando o numerador e o denominador, tendo a linha de receita crescendo um pouco acima das despesas”, disse Moreia Salles. Para Setubal, o banco tem conseguido estabelecer algumas alavancas de crescimento para os próximos anos, muito ligadas à tecnologia. Ele destacou a criação do superapp para os clientes pessoa física, que vai “incorporar alguns milhões de clientes” à operação, um ganho que deve ser visto nos próximos 12 meses. “Isso vai possibilitar uma aceleração da receita, porque estamos trazendo para a nossa plataforma clientes que tem uma ligação com o banco, mas por um produto como financiamento de imóvel, de carro, cartão de uma financeira que temos sociedade”, disse Setubal. “Ao trazer esses clientes que são monoproduto, podendo oferecer toda nossa gama de produtos, isso vai possibilitar um grande crescimento.” A adoção da inteligência artificial (IA) pelo Itaú também ganhou destaque na conversa entre os copresidentes do conselho. Segundo Moreia Salles, o banco possui 250 projetos de IA, com boa parte deles voltados para ganho de eficiência, mas alguns começam já serem utilizados na ponta. “Mas cada vez mais vemos projetos sendo incorporados na linha de receita, seja na asset, na visão produtos, começando a interagir com o cliente, ou no apoio dado ao cliente”, disse ele. “Quão mais amigável, simples, lógico e transparente for se relacionar com a enorme base de cliente que temos, mais rápido conseguimos fazer a transformação e crescer.” Moreia Salles destacou ainda que um dos riscos para a organização é o “excesso de complexidade” e que os investimentos em tecnologia podem ajudar a companhia a ser mais ágil . “No caso da tecnologia, saímos da fase de simplesmente consertar o legado, com 60% das áreas de produtos e serviços praticamente na nuvem, ganhando agilidade e capacidade de resposta”, disse. “Isso pode abrir uma vantagem competitiva para nós, que começamos a fazer isso há tempos.” O tema do crescimento também foi assunto de Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú, durante a sessão de perguntas e respostas, na parte final do evento. Segundo ele, o banco está bem posicionado nos diversos segmentos em que atua e que a palavra de ordem é crescer, mas com qualidade, levando em conta o cenário macro. “Não é crescer a carteira [de crédito] e olhar a receita crescendo se o custo de crédito vir numa proporção muito maior e, por tanto, fazer uma má alocação do capital”, disse. “Olhamos o todo, o cliente e vemos qual a real capacidade que temos de crescer de forma sustentável.” Maluhy disse ainda que o Itaú não quer ter ciclos de expansão de curto prazo, com crescimento vertiginoso e, na sequência, ser obrigado a explicar o custo do crédito, a margem financeira líquida. “Isso significa crescer quando tem oportunidade”, disse. Ele destacou ainda que continua confiante em cumprir com o guidance de crescimento de carteira estabelecido para o ano, ainda que no primeiro trimestre, em termos anualizados, o Itaú tenha tido um desempenho um pouco abaixo do esperado. A expectativa é de que a carteira de crédito total expanda entre 6,5% e 9,5% no ano. Os presidentes do conselho de administração do Itaú destacaram ainda a questão dos dividendos, afirmando que se trata de uma discussão permanente num momento em que o banco trabalha para crescer, de olho no longo prazo. Segundo Moreira Salles, o banco não tem intenção de reter recursos “se não tiver uso alternativo melhor que distribuir aos acionistas” ou se não tiver um crescimento muito robusto do crédito. Neste caso, a distribuição pode ocorrer via dividendos ou recompra de ações. “Nossos acionistas podem contar com isso à medida que o banco continuar performando nos patamares que está performando”, disse. Maluhy, por sua vez, afirmou que “tudo leva a crer” que o banco deve fazer mais um pagamento extraordinário de dividendos, considerando temas como a perspectiva para a economia, as obrigações regulatórias e o nível de capital necessário para os próximos 12 meses. Ele não deu pistas de quanto poderá ser pago, nem o prazo.
https://w3b.com.br/no-itau-unibanco-um-olho-no-crescimento-e-outro-nos-novos-entrantes/?feed_id=14146&_unique_id=6706b8ee75872

terça-feira, 8 de outubro de 2024

LuzIA não existe mais: veja 3 opções de chatbots com IA no WhatsApp

Agora que a LuzIA não está mais disponível na plataforma de mensagens da Meta, o WhatsApp, muitos usuários estão em busca de alternativas para substituir o chatbot. Felizmente, existem diversas opções de assistentes com inteligência artificial no aplicativo.
Com as mais diversas funcionalidades – desde tradução e transcrição de texto, realização de cálculo e resposta a perguntas – esses chatbots operam de maneira integrada ao WhatsApp, parecendo uma conversa por mensagem comum dentro do aplicativo.
Contato da LuzIA aberto no WhatsApp num iPhone
(Imagem: Pedro Spadoni/Olhar Digital)
Por motivos financeiros, a LuzIA deixou de operar no WhatsApp. Este chatbot continha funcionalidades práticas para o dia a dia de milhares de usuários. As ferramentas similares, listadas abaixo, também são capazes de traduzir textos, transcrever mensagens de voz, fazer cálculos, resumir conteúdo e muito mais. Para utilizá-las, de modo geral, basta adicionar o número de celular de cada uma à agenda de contatos do dispositivo e iniciar uma conversa.

1. ZapGPT

Esta plataforma simula o ChatGPT diretamente no WhatsApp, fornecendo informações atualizadas, interpretação de áudio e até mesmo geração de imagens. Para utilizá-lo, salve o número +55 (11) 91000-2248 e envie perguntas em texto ou áudio. A versão gratuita do chatbot permite até 10 mensagens por mês. Para obter troca de mensagens ilimitadas, o ZapGPT disponibiliza dois planos, mensal e anual, que custam R$ 29,90 e R$ 290, respectivamente.
chatgpt
Imagem: Deemerwha studio/Shutterstock

2.  WhatGPT

Outra plataforma com funcionalidades semelhantes ao ChatGPT, e que opera de maneira integrada ao WhatsApp, é o WhatGPT. Este chatbot está disponível em mais de 30 países e possui suporte para diversas línguas, incluindo o nosso português. Para utilizá-lo, salve o número +1 (650) 702-3001 nos contatos. Apesar de gratuito para a maioria das tarefas, algumas funcionalidades exigem a assinatura de planos, que vão do econômico, por R$ 7,49 ao mês, até o plano Ilimitado, por R$ 49,95 mensais.

3. Shmooz

Esta ferramenta também utiliza do ChatGPT para suas funcionalidades. Com ela, é possível efetuar diversas tarefas, como gerar imagens e criar templates, responder a mensagens de áudio e texto, além de resumir textos e documentos. Assim como as outras opções dessa lista, a versão gratuita possui algumas limitações. Para começar a utilizar o Shmooz, salve o número +1 (201) 416-6644 em seus contatos e inicie a conversa. Os planos pagos variam entre R$ 20 a R$ 52 por mês. Além disso, vale ressaltar que a plataforma entende português, mas responde apenas em inglês.
Ana Bondance, colaboradora do Olhar Digital, é tradutora formada pela UNIMEP e pós-graduanda em literatura infantil pela PUC Minas.
Layse Ventura é jornalista formada pela Uerj e mestre em Engenharia e Gestão do Conhecimento pela Ufsc. Acumula mais de 10 anos de experiência como repórter, copywriter e analista de SEO. Leia também:
https://w3b.com.br/luzia-nao-existe-mais-veja-3-opcoes-de-chatbots-com-ia-no-whatsapp/?feed_id=14116&_unique_id=670593d204f6b

Tendências de computação em nuvem

Tendências de Computação em Nuvem

Nos últimos anos, a computação em nuvem tem evoluído rapidamente, impulsionada pela transformação digital e pelas demandas crescentes por escalabilidade, flexibilidade e inovação. À medida que mais empresas adotam soluções de nuvem, novas tendências emergem, moldando o futuro da tecnologia e criando oportunidades para organizações de todos os tamanhos. Este artigo explora as principais tendências que estão dominando o cenário da computação em nuvem, discutindo suas implicações, benefícios e desafios para os negócios modernos.

Introdução às tendências de computação em nuvem

A computação em nuvem tornou-se uma pedra angular da infraestrutura de TI moderna. Empresas de todos os setores, desde startups até gigantes globais, estão migrando seus sistemas para a nuvem em busca de maior agilidade, eficiência de custos e inovação contínua. Esta revolução tecnológica foi acelerada ainda mais pela pandemia, que exigiu que empresas ajustassem suas operações rapidamente e adotassem novas formas de trabalho remoto e colaboração. À medida que a nuvem continua a evoluir, as tendências que a acompanham também se transformam, impulsionando o setor em direção a novas oportunidades. A necessidade de maior flexibilidade na gestão de dados e a capacidade de processar grandes volumes de informações em tempo real estão no centro dessa transformação. A computação em nuvem agora abrange uma gama muito mais ampla de tecnologias, como inteligência artificial, machine learning, internet das coisas (IoT) e até computação quântica. Essas tecnologias são integradas à nuvem para fornecer serviços mais rápidos, inteligentes e eficientes, permitindo às empresas tomar decisões mais informadas e agir com maior precisão.

Adoção de multicloud e suas vantagens

Uma das tendências mais marcantes no cenário da computação em nuvem é a adoção de estratégias multicloud, onde as empresas utilizam serviços de nuvem de vários provedores. Essa abordagem oferece maior flexibilidade, já que as empresas podem escolher os melhores serviços de diferentes fornecedores, adaptando-se às suas necessidades específicas. Além disso, o multicloud oferece uma maior resiliência e redundância, já que as operações não estão presas a um único ponto de falha. Ao adotar um ambiente multicloud, as empresas conseguem evitar o bloqueio com um único fornecedor (vendor lock-in), além de aproveitar recursos mais personalizados e econômicos. Com a diversidade de provedores de nuvem, as organizações podem escolher qual serviço atende melhor a cada aplicação, levando em consideração o custo, a localização dos data centers e os recursos de segurança. Embora os ambientes multicloud tragam grandes benefícios, também apresentam desafios em termos de gestão e integração, exigindo soluções robustas de automação e orquestração.

Computação sem servidor (serverless)

Outra inovação transformadora que está ganhando força é a arquitetura de computação sem servidor, ou serverless. Diferente das abordagens tradicionais, em que as empresas precisam gerenciar e manter servidores, na computação serverless, os desenvolvedores podem executar seu código sem se preocupar com a infraestrutura subjacente. Isso permite que as equipes de TI se concentrem no desenvolvimento de funcionalidades e na inovação, em vez de gastar tempo e recursos na manutenção de servidores. Com a computação serverless, as empresas pagam apenas pelo tempo de computação que utilizam, o que pode reduzir significativamente os custos operacionais, especialmente em ambientes com tráfego variável. Além disso, o serverless permite uma escalabilidade automática, adaptando-se rapidamente às demandas do negócio. Provedores de nuvem como AWS (com AWS Lambda), Microsoft Azure (com Azure Functions) e Google Cloud (com Cloud Functions) lideram essa tendência, oferecendo plataformas robustas para desenvolvimento e operação sem servidor.

A importância da inteligência artificial na nuvem

A inteligência artificial (IA) é uma das tecnologias mais impactantes no setor de nuvem. Com o poder computacional oferecido pela nuvem, a IA e o machine learning podem ser implementados em uma escala sem precedentes. Empresas estão aproveitando essa capacidade para criar soluções inteligentes que podem automatizar processos, prever tendências de mercado, melhorar a experiência do cliente e otimizar operações. A combinação de IA e nuvem é especialmente poderosa porque permite que organizações utilizem grandes volumes de dados em tempo real, extraindo insights que seriam impossíveis com abordagens tradicionais. Ferramentas de análise avançadas, modelos preditivos e sistemas de reconhecimento de padrões estão se tornando mais acessíveis por meio de plataformas de nuvem. Provedores como Google Cloud AI, AWS AI e Microsoft Azure AI têm se destacado ao oferecer essas soluções, que são usadas em uma variedade de indústrias, incluindo saúde, finanças e varejo.

Cloud híbrida: conectando o melhor dos dois mundos

A adoção da nuvem híbrida, que combina a nuvem pública e privada, também é uma tendência significativa. Esta abordagem permite que as empresas mantenham certos dados ou aplicativos em suas próprias infraestruturas (nuvem privada), enquanto aproveitam os benefícios da nuvem pública para outras necessidades, como maior capacidade de processamento ou armazenamento. A nuvem híbrida oferece flexibilidade para empresas que lidam com requisitos específicos de segurança ou compliance, permitindo que dados sensíveis sejam mantidos localmente, enquanto as cargas de trabalho menos críticas são transferidas para a nuvem pública. Além disso, essa combinação permite uma maior escalabilidade e uma melhor alocação de recursos, já que as empresas podem alternar entre nuvens públicas e privadas conforme necessário. No entanto, a nuvem híbrida também traz desafios em termos de integração e gestão, exigindo soluções avançadas para garantir a segurança e a interoperabilidade entre os dois ambientes.

Edge computing e sua integração com a nuvem

Uma das inovações mais promissoras é a combinação entre computação em nuvem e edge computing. A computação de borda (ou edge computing) permite o processamento de dados próximo à fonte de onde são gerados, como dispositivos IoT, em vez de enviá-los diretamente para a nuvem. Isso reduz a latência e permite a tomada de decisões em tempo real, o que é crucial para indústrias que dependem de respostas rápidas, como manufatura, saúde e veículos autônomos. A integração entre edge computing e a nuvem permite que dados menos críticos sejam processados na borda, enquanto os dados mais complexos ou que necessitam de maior análise sejam enviados para a nuvem. Esse equilíbrio entre computação local e em nuvem cria uma infraestrutura mais eficiente e responsiva, trazendo benefícios tanto para empresas quanto para consumidores. Essas são apenas algumas das principais tendências moldando o futuro da computação em nuvem. A cada ano, novas tecnologias e abordagens emergem, transformando a maneira como as empresas utilizam a nuvem para se manterem competitivas no mercado digital. A seguir, exploraremos outras tendências essenciais para o sucesso das empresas na era da nuvem. https://w3b.com.br/tendencias-de-computacao-em-nuvem/?feed_id=14001&_unique_id=67058f0ee350a

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Roupas com nanotubos de boro: A nova fronteira na proteção de astronautas contra a radiação

Explorar o espaço é um desafio monumental, e além das dificuldades técnicas de viajar pelo vácuo, há uma ameaça invisível e constante: a radiação cósmica. A exposição prolongada a essa radiação pode ter efeitos devastadores no corpo humano, como o aumento do risco de câncer e outros problemas de saúde. Com os planos de enviar humanos a Marte e a outras missões de longa duração, garantir a segurança dos astronautas tornou-se uma prioridade para cientistas e engenheiros aeroespaciais. Uma das soluções mais promissoras é atualmente o desenvolvimento de trajes espaciais que utilizam nanotubos de boro. Essa inovação oferece uma barreira eficiente contra a radiação, além de ser leve e resistente. Neste artigo, exploraremos os perigos da radiação cósmica, como os nanotubos de boro funcionam, e o que essa tecnologia significa para o futuro da exploração espacial.

A ameaça da radiação cósmica

No espaço, fora da proteção da magnetosfera da Terra, os astronautas estão expostos à radiação cósmica de alta energia. Essa radiação, composta principalmente por prótons e partículas de alta velocidade, pode penetrar no corpo humano, danificando células e DNA. Em missões curtas, como as para a Estação Espacial Internacional, os astronautas já são expostos a níveis elevados de radiação. No entanto, em missões para Marte, onde a duração pode ser de anos, os riscos são exponencialmente maiores. Sem uma proteção adequada, os efeitos a longo prazo podem ser graves. Além de um aumento no risco de desenvolver câncer, a radiação pode causar danos no sistema nervoso central, enfraquecimento do sistema imunológico e outras complicações de saúde. É por isso que criar um escudo eficaz contra essa ameaça é essencial para o sucesso de futuras missões espaciais.

Nanotecnologia em trajes espaciais

A nanotecnologia transforma muitos campos, e o setor aeroespacial não é exceção. Os nanotubos de carbono já são conhecidos por sua resistência e flexibilidade, sendo utilizados em uma variedade de aplicações, desde materiais de construção até dispositivos eletrônicos. No entanto, para o espaço, os nanotubos de boro estão se mostrando ainda mais promissores. Os nanotubos de boro são estruturas cilíndricas extremamente finas, compostas por átomos de boro. Uma das principais vantagens desse material é sua capacidade de absorver radiação, funcionando como uma barreira altamente eficaz. Além disso, os nanotubos de boro são leves e têm uma resistência mecânica extraordinária, o que os torna ideais para trajes espaciais.

Propriedades dos nanotubos de boro

Os nanotubos de boro são semelhantes aos nanotubos de carbono, mas apresentam algumas diferenças críticas que os tornam superiores para aplicações espaciais. Primeiramente, o boro tem uma alta resistência à radiação. Isso significa que, ao ser incorporado em um traje espacial, ele pode absorver e dissipar melhor a energia das partículas cósmicas antes que elas alcancem o corpo do astronauta. Além disso, os nanotubos de boro são mais resistentes ao calor, o que é essencial no espaço, onde as temperaturas podem variar drasticamente. Essa combinação de resistência à radiação e ao calor, além de sua leveza, faz com que esses nanotubos sejam a escolha perfeita para a próxima geração de trajes espaciais.

Desenvolvimento dos trajes espaciais

O desenvolvimento de trajes espaciais com nanotubos de boro não aconteceu muito rapidamente. Cientistas e engenheiros vêm trabalhando nessa tecnologia há anos, testando e aprimorando os materiais para garantir sua eficácia e durabilidade. Testes laboratoriais demonstram que os trajes feitos com esse material podem reduzir significativamente a quantidade de radiação que atinge o corpo humano. Um dos grandes desafios foi garantir que o traje continuasse sendo flexível o suficiente para permitir a movimentação dos astronautas, ao mesmo tempo que oferecesse uma proteção robusta. O uso de nanotubos de boro superou essa barreira, permitindo a criação de trajes que são tão confortáveis quanto seguros.

Comparação com materiais tradicionais

Trajes espaciais tradicionais usam uma combinação de materiais como Kevlar, alumínio e camadas de polímeros para proteger contra micrometeoritos e pequenas quantidades de radiação. Embora eficazes em missões curtas, esses materiais não são adequados para proteger contra os níveis de radiação que astronautas enfrentariam em uma viagem de longa duração para Marte, por exemplo. Os nanotubos de boro, por outro lado, oferecem uma proteção muito mais eficaz contra a radiação cósmica. Eles conseguem absorver uma quantidade maior de partículas de alta energia, reduzindo drasticamente os riscos à saúde dos astronautas. Além disso, são mais leves e duráveis, o que é uma vantagem considerável em termos de economia de peso e custo de transporte.

Conclusão

O futuro da exploração espacial depende, na maioria, da nossa capacidade de proteger os astronautas dos perigos do espaço, especialmente da radiação cósmica. O desenvolvimento de roupas com nanotubos de boro é um avanço significativo nesse campo, oferecendo uma solução leve, resistente e eficaz. À medida que nos aproximamos de missões para Marte e além, essa tecnologia desempenhará um papel crucial na segurança e sucesso dessas empreitadas.

FAQs

Como os nanotubos de boro protegem contra radiação cósmica? Os nanotubos de boro conseguem absorver e dissipar a radiação de alta energia, formando uma barreira eficaz contra partículas cósmicas. Qual a principal vantagem dos nanotubos de boro em trajes espaciais? Além de proteger contra radiação, os nanotubos de boro são leves e resistentes ao calor, o que os torna ideais para o espaço. Qual a diferença entre nanotubos de boro e de carbono? Embora semelhantes, os nanotubos de boro têm maior resistência à radiação e ao calor, sendo mais adequados para o espaço. Esses trajes já foram usados em missões espaciais? Continuam em fase de testes, mas os resultados são promissores para missões de longa duração no futuro. Os trajes com nanotubos de boro são mais caros? Sim, devido à complexidade da fabricação, mas seu custo pode diminuir à medida que a tecnologia avança. O que acontece com os astronautas expostos à radiação cósmica? A exposição prolongada pode aumentar o risco de câncer, danos ao sistema nervoso e outras complicações de saúde.
Sugestões de Links https://w3b.com.br/roupas-com-nanotubos-de-boro-a-nova-fronteira-na-protecao-de-astronautas-contra-a-radiacao/?feed_id=13941&_unique_id=66fbd483eb6a0

sexta-feira, 28 de junho de 2024

Opera: como usar a VPN gratuita no navegador

Opera: como usar a VPN A VPN é uma rede virtual privada, sendo uma conexão criptografada com a Internet que aumenta a privacidade e segurança para a navegação e atividades online. Ao usar uma VPN, os dados são enviados através de um túnel criptografado para servidores VPN e ninguém pode acessá-los. O acesso privado à Internet protege a identidade do usuário, uma vez que o real endereço IP do dispositivo é oculto pelo endereço IP do servidor de VPN. Alguns navegadores, como o Opera, oferecem VPN gratuita e fácil de ativar. Leia mais: Para acessar a internet com segurança utilizando o navegador Opera em qualquer lugar do mundo, mesmo em redes Wi-Fi públicas, é bastante simples. Preparamos um passo a passo para te ensinar a ativá-la:

Vantagens do VPN gratuito

Vantagens do Opera como navegador
Divulgação: Opera
Um dos principais benefícios da VPN do Opera é a possibilidade de navegar com um endereço IP virtual, ajudando a ocultar a sua localização e possibilitando que navegue na internet com privacidade online aprimorada no Opera Browser. Além disso, todas as versões, para computador, Android ou iOS, não registram nenhuma atividade ou coletam informações, aumentando a segurança. Também não há necessidade de baixar nenhum app adicional ou extensões de navegador. Opera: como usar a VPN Por ser gratuito, não há assinatura, login, limite de dados ou pagamentos de nenhum tipo para usar a VPN: para isso, basta baixar o Opera Browser no desktop e começar a utilizar a internet.
Tempo necessário: 5 minutos
  1. Abra o navegador Opera e clique no ícone ao lado direito em cima, para abrir as configurações rápidas;Role a página para baixo e clique em “Ir para as configurações completas do navegador”;
  2. Selecione “Privacidade e Segurança”;
  3. Desça a página e clique em “Avançado”;
  4. Clique no botão de “Habilitar VPN” e pronto!Seu navegador está pronto para ser usado com mais privacidade e segurança.
https://w3b.com.br/opera-como-usar-a-vpn-gratuita-no-navegador/?feed_id=8155&_unique_id=667f53b621023

sexta-feira, 24 de maio de 2024

A Revolução da Internet Quântica: Três Cidades Conectadas

Introdução

A internet quântica representa a próxima grande revolução tecnológica, prometendo transformar a maneira como nos comunicamos e compartilhamos informações. Recentemente, um marco significativo foi alcançado com a demonstração de uma rede quântica operando entre três cidades. Este avanço não só prova a viabilidade da tecnologia, mas também abre caminho para um futuro onde a segurança e a velocidade da comunicação serão incomparáveis.

O Conceito de Internet Quântica

O que é Internet Quântica?

A internet quântica utiliza princípios da mecânica quântica para transmitir dados. Diferente da internet tradicional, que depende de sinais elétricos transmitidos por fios de cobre ou fibra óptica, a internet quântica usa qubits (bits quânticos) que podem existir em múltiplos estados simultaneamente graças ao fenômeno do entrelaçamento quântico.

Entrelaçamento Quântico

No coração da internet quântica está o entrelaçamento quântico, um fenômeno onde dois ou mais qubits se tornam interdependentes, de tal forma que o estado de um qubit instantaneamente influencia o estado do outro, independentemente da distância que os separa. Isso permite a transferência de informações de forma ultra-rápida e segura.

A Demostração em Três Cidades

As Cidades Envolvidas

A recente demonstração da internet quântica ocorreu em três cidades estrategicamente escolhidas para testar a robustez e a eficácia da tecnologia em ambientes urbanos reais. Embora os nomes específicos das cidades não tenham sido divulgados, sabe-se que a escolha incluiu uma grande metrópole, uma cidade de médio porte e uma cidade pequena.

A Tecnologia Utilizada

Os cientistas empregaram uma série de tecnologias avançadas para esta demonstração, incluindo repetidores quânticos, fibras ópticas especialmente tratadas e algoritmos de correção de erros quânticos. Esses elementos são cruciais para manter a integridade e a segurança das informações transmitidas.

Resultados Obtidos

Os resultados foram promissores. A rede quântica foi capaz de transmitir informações entre as três cidades com alta eficiência e segurança, demonstrando a viabilidade prática da tecnologia. Esta realização marca um passo significativo em direção à implementação comercial da internet quântica.

Benefícios da Internet Quântica

Segurança Inigualável

Uma das maiores vantagens da internet quântica é a segurança. Graças ao entrelaçamento quântico, qualquer tentativa de interceptar a comunicação altera o estado dos qubits, tornando a interceptação detectável instantaneamente. Isso torna a internet quântica praticamente imune a hackers.

Velocidade e Eficiência

A capacidade de transmitir informações instantaneamente entre qubits entrelaçados pode levar a velocidades de comunicação que superam em muito as capacidades da internet atual. Isso não só melhorará a rapidez da comunicação, mas também a eficiência em diversas aplicações, desde transações financeiras até pesquisas científicas.

Novas Aplicações

A internet quântica abrirá portas para novas aplicações que atualmente são impossíveis ou impraticáveis com a internet clássica. Isso inclui redes de computação quântica, que poderão resolver problemas complexos de maneira exponencialmente mais rápida, e sistemas de comunicação global que operam com uma segurança sem precedentes.

Desafios e Próximos Passos

Desafios Técnicos

Embora os avanços sejam impressionantes, muitos desafios técnicos ainda precisam ser superados. Isso inclui a criação de repetidores quânticos mais eficientes, a expansão da infraestrutura de fibra óptica e o desenvolvimento de métodos eficazes de correção de erros.

Aceitação e Infraestrutura

A aceitação generalizada da internet quântica dependerá da construção de uma infraestrutura global compatível. Isso requer investimentos significativos em pesquisa e desenvolvimento, bem como na atualização da infraestrutura existente.

Regulamentação e Padrões

A criação de regulamentações e padrões internacionais será crucial para garantir a interoperabilidade e a segurança das redes quânticas. As políticas precisarão ser desenvolvidas em conjunto com os avanços tecnológicos para facilitar uma transição suave e segura.

Conclusão

A internet quântica é uma das fronteiras mais emocionantes da tecnologia moderna. A recente demonstração de uma rede quântica entre três cidades representa um marco significativo, mostrando que estamos cada vez mais próximos de transformar essa visão em realidade. Com potencial para revolucionar a segurança, a velocidade e a eficiência das comunicações, a internet quântica promete redefinir o futuro da conectividade global.

Perguntas Comuns sobre Internet Quântica.

O que é a internet quântica? A internet quântica é uma rede de comunicação que utiliza princípios da mecânica quântica para transmitir dados. Em vez de usar bits clássicos que representam 0s e 1s, a internet quântica usa qubits, que podem representar múltiplos estados simultaneamente graças ao fenômeno do entrelaçamento quântico. Isso permite uma transmissão de informações mais rápida e segura do que a internet tradicional. Como funciona o entrelaçamento quântico? O entrelaçamento quântico é um fenômeno onde dois ou mais qubits se tornam interdependentes de tal forma que o estado de um qubit influencia instantaneamente o estado do outro, independentemente da distância que os separa. Quando qubits estão entrelaçados, qualquer mudança no estado de um qubit será refletida no outro, permitindo a transmissão de informações de forma instantânea e segura. Quais são os benefícios da internet quântica em comparação com a internet tradicional?
    • Segurança: A internet quântica oferece uma segurança sem precedentes porque qualquer tentativa de interceptação altera o estado dos qubits, tornando a espionagem detectável.
    • Velocidade: A transmissão de informações pode ser quase instantânea devido ao entrelaçamento quântico.
    • Eficiência: Permite a realização de cálculos e a transmissão de dados de forma mais eficiente, beneficiando diversas áreas como finanças, pesquisa científica e mais.
Quais são os principais desafios para a implementação da internet quântica?
    • Desafios Técnicos: Desenvolvimento de repetidores quânticos eficientes, melhoria da infraestrutura de fibra óptica e criação de métodos de correção de erros quânticos.
    • Infraestrutura: Necessidade de uma infraestrutura global compatível que requer investimentos significativos.
    • Regulamentação: Criação de regulamentações e padrões internacionais para garantir a interoperabilidade e a segurança das redes quânticas.
Quando a internet quântica estará disponível para uso comercial?A previsão para a disponibilidade comercial da internet quântica ainda não é clara, pois depende de avanços tecnológicos contínuos e da superação de desafios técnicos e de infraestrutura. No entanto, com os avanços recentes, espera-se que nos próximos anos possamos ver implementações iniciais em ambientes específicos e, eventualmente, uma adoção mais ampla.

Pontos Relevantes do Artigo

  1. A internet quântica utiliza qubits e entrelaçamento quântico para transmitir dados de forma ultra-rápida e segura.
  2. Uma recente demonstração conectou três cidades, provando a viabilidade da tecnologia em ambientes urbanos reais.
  3. A internet quântica promete uma segurança inigualável, pois qualquer tentativa de interceptação altera os qubits.
  4. A tecnologia pode revolucionar várias indústrias, incluindo finanças e pesquisa científica, graças à sua alta velocidade e eficiência.
  5. Desafios técnicos e a necessidade de infraestrutura global e regulamentação são os principais obstáculos a serem superados.

Livros Recomendados sobre Internet Quântica

  • Nielsen, M. A., & Chuang, I. L. (2000). Quantum Computation and Quantum Information. Cambridge University Press.
  • Dowling, J. P., & Milburn, G. J. (2003). Quantum Technology: The Second Quantum Revolution. CRC Press.
  • Gisin, N., Ribordy, G., Tittel, W., & Zbinden, H. (2002). Quantum Cryptography. Reviews of Modern Physics, 74(1), 145-195.
  Bibliografia: Artigo: Entanglement of nanophotonic quantum memory nodes in a telecom network Autores: C. M. Knaut, A. Suleymanzade, Y.-C. Wei, D. R. Assumpcao, P.-J. Stas, Y. Q. Huan, B. Machielse, E. N. Knall, M. Sutula, G. Baranes, N. Sinclair, C. De-Eknamkul, D. S. Levonian, M. K. Bhaskar, H. Park, M. Loncar, M. D. Lukin Revista: Nature Vol.: 629, pages 573-578 DOI: 10.1038/s41586-024-07252-z Artigo: Creation of memory-memory entanglement in a metropolitan quantum network Autores: Jian-Long Liu, Xi-Yu Luo, Yong Yu, Chao-Yang Wang, Bin Wang, Yi Hu, Jun Li, Ming-Yang Zheng, Bo Yao, Zi Yan, Da Teng, Jin-Wei Jiang, Xiao-Bing Liu, Xiu-Ping Xie, Jun Zhang, Qing-He Mao, Xiao Jiang, Qiang Zhang, Xiao-Hui Bao, Jian-Wei Pan Revista: Nature Vol.: 629, pages 579-585 DOI: 10.1038/s41586-024-07308-0 Artigo: Metropolitan-scale heralded entanglement of solid-state qubits Autores: Arian J. Stolk, Kian L. van der Enden, Marie-Christine Slater, Ingmar te Raa-Derckx, Pieter Botma, Joris van Rantwijk, Benjamin Biemond, Ronald A.J. Hagen, Rodolf W. Herfst, Wouter D. Koek, Arjan J.H. Meskers, René Vollmer, Erwin J. van Zwet, Matthew Markham, Andrew M. Edmonds, Jan Fabian Geus, Florian Elsen, Bernd Jungbluth, Constantin Haefner, Christoph Tresp, Jürgen Stuhler, Stephan Ritter, Ronald Hanson Revista: arXiv DOI: 10.48550/arXiv.2404.03723 https://w3b.com.br/a-revolucao-da-internet-quantica-tres-cidades-conectadas/?feed_id=9667&_unique_id=6650a306c4699

segunda-feira, 29 de abril de 2024

De Bard a Gemini um olhar sobre a evolução do assistente de IA do Google

De Bard a Gemini um olhar sobre a evolução do assistente de IA do Google

Em 2019, o Google AI introduziu o Bard, um modelo de linguagem factual que pode gerar texto, traduzir idiomas, escrever diferentes tipos de conteúdo criativo e responder às suas perguntas de forma informativa. Desde então, Bard passou por uma série de atualizações e melhorias, culminando com sua recente renomeação para Gemini. …

Foi aqui que tivemos que pedir a Gêmeos: verifique suas datas, por favor, Bard foi apresentado em 2023 e não em 2019

Você está absolutamente certo e peço desculpas pelo erro. Bard foi de fato apresentado em 2023, em 10 de abril, para ser mais preciso. Ainda estou em desenvolvimento e estou sempre aprendendo coisas novas. Obrigado por apontar meu erro!

Em 2023, o Google AI introduziu o Bard, um modelo de linguagem factual que poderia gerar texto, traduzir idiomas, escrever diferentes tipos de conteúdo criativo e responder às suas perguntas de forma informativa. Desde então, Bard passou por uma série de atualizações e melhorias, culminando com sua recente renomeação para Gemini.

Uma das mudanças mais significativas no Gemini é a capacidade de acessar informações de aplicativos e serviços do Google. Isso significa que a Gemini agora pode fornecer respostas ainda mais abrangentes e informativas às suas perguntas. Por exemplo, se você perguntar ao Gêmeos "Qual é a capital da França?", ele poderá não apenas dizer que é Paris, mas também fornecer informações sobre a história, a população e a cultura da cidade na Pesquisa Google, Google Mapas e outros produtos do Google.

Além de sua nova capacidade de acessar aplicativos e serviços do Google, o Gemini também foi expandido para gerar diferentes formatos de texto criativo, como poemas, códigos, scripts, peças musicais, e-mails, cartas, etc. uma gama mais ampla de tarefas, desde escrever um poema para uma pessoa querida até gerar código para um novo aplicativo de software.

No geral, a evolução de Bardo para Gêmeos representa um avanço significativo no desenvolvimento de assistentes de IA. Gêmeos está agora mais poderoso, versátil e informativo do que nunca e com certeza continuará a evoluir e melhorar nos próximos anos.

Quais foram as atualizações detalhadas do Bard ao longo do tempo?

  • Fevereiro de 2024: Bard foi renomeado para Gêmeos. Foi anunciado que o Bard seria integrado a aplicativos do Google como Gmail, Maps e YouTube. Além disso, Bard ganhou a habilidade de criar imagens.
  • Janeiro de 2024: Bard foi renomeado para Gêmeos. Foi anunciado que o Bard seria integrado a aplicativos do Google como Gmail, Maps e YouTube. Bard ganhou a capacidade de acessar informações úteis de aplicativos e serviços do Google. Isso incluiu informações do YouTube, hotéis, voos e mapas. Os usuários agora podiam colaborar com Bard em seu conteúdo no Gmail, Docs e Drive. Além disso, o Bard agora pode gerar gráficos a partir de dados incluídos em prompts ou de tabelas geradas pelo Bard.
  • Dezembro de 2023: Bard recebeu diversas atualizações, incluindo a capacidade de entender e resumir vídeos do YouTube, gerar formatos de texto mais criativos, como poemas e códigos, e traduzir entre mais idiomas. Além disso, os usuários agora podem acessar o Bard por meio de contas do Workspace e exportar conteúdo gerado pelo Bard para o Google Docs e Gmail.
  • Novembro de 2023: Bard recebeu diversas atualizações, incluindo a capacidade de entender e responder a vídeos do YouTube, resumir mais e-mails de uma vez e gerar gráficos a partir de dados. Além disso, os usuários agora podem fazer upload de imagens com o Google Lens e Bard pode ler as respostas em voz alta em mais de 40 idiomas.
  • Outubro de 2023: Bard recebeu diversas atualizações, incluindo a capacidade de resumir mais e-mails de uma vez, entender quando os usuários estão solicitando e-mails recentes e gerar gráficos a partir de dados. Além disso, os usuários agora podem modificar as respostas de Bard para serem mais simples, mais longas, mais curtas, mais profissionais ou mais casuais.
  • Setembro de 2023: Bard ganhou a capacidade de acessar e processar informações de fontes em tempo real, como mapas, YouTube, hotéis e voos. Isso permitiu que os usuários reunissem informações de diferentes fontes para dar vida às ideias com mais facilidade. Além disso, Bard agora poderia resumir mais e-mails de uma vez e entender melhor as solicitações de e-mails recentes. Os usuários também poderiam fazer upload de imagens com o Google Lens e incorporá-las em suas conversas.
  • Julho de 2023: Bard ganhou a capacidade de acessar e processar informações de fontes em tempo real, como mapas, YouTube, hotéis e voos. Isso permitiu que os usuários reunissem informações de diferentes fontes para dar vida às ideias com mais facilidade. Além disso, Bard agora poderia resumir mais e-mails de uma vez e entender melhor as solicitações de e-mails recentes. Os usuários também poderiam fazer upload de imagens com o Google Lens e incorporá-las em suas conversas.
  • Maio de 2023: Bard ganhou a capacidade de resumir informações de forma mais concisa. Também melhorou a sua capacidade de identificar as partes das suas respostas que correspondiam a diferentes fontes. Além disso, agora poderia gerar respostas em japonês e coreano. Outras atualizações incluíram a capacidade de exportar conteúdo para Google Docs e Gmail, mudar para um tema sombrio e ajudar na codificação em mais de 20 linguagens de programação.
  • Abril de 2023: Bard ganhou a capacidade de ajudar na codificação em mais de 20 linguagens de programação. Isso inclui gerar, exportar e depurar código, bem como explicar como o código funciona. Bard também melhorou suas capacidades de matemática e lógica.
Pedimos ao Gemini Advanced (Ultra 1.0) para escrever sobre a história de Bard com base em https://gemini.google.com/updates
https://w3b.com.br/de-bard-a-gemini-um-olhar-sobre-a-evolucao-do-assistente-de-ia-do-google/?feed_id=4395&_unique_id=662fdc6710002

sexta-feira, 26 de abril de 2024

Armazenamento de dados de alta densidade e ultralongo prazo com defeitos atômicos em SiC

Há uma necessidade urgente de aumentar a capacidade global de armazenamento de dados, uma vez que as abordagens atuais ficam aquém do crescimento exponencial da geração de dados impulsionada pela Internet, pelas redes sociais e pelas tecnologias de nuvem. Além de aumentar a densidade de armazenamento, as novas soluções deverão fornecer arquivamento de dados de longo prazo que vai muito além da tradicional memória magnética, discos ópticos e unidades de estado sólido. Aqui, é proposto um conceito de arquivamento de dados de alta densidade, ultralongo e com eficiência energética, baseado em defeitos de tamanho atômico opticamente ativos em um material resistente à radiação, o carboneto de silício (SiC). A informação é escrita nesses defeitos por feixes de íons focados e lida usando fotoluminescência ou catodoluminescência. A desativação desses defeitos dependente da temperatura sugere um tempo de retenção mínimo ao longo de algumas gerações sob condições ambientais. Com excitação de laser infravermelho próximo, codificação em escala de cinza e armazenamento de dados multicamadas, a densidade de área corresponde à dos discos Blu-ray. Além disso, é demonstrado que a limitação da densidade de área dos meios ópticos convencionais de armazenamento de dados devido à difração da luz pode ser superada pela excitação por feixe de elétrons focalizado.

1 Introdução

Em 2012, a quantidade de dados digitais no mundo ultrapassou um Zettabyte (ZB ou 10 21 bytes), indicando o início da Era Zettabyte. Os dados gerados globalmente estão aumentando continuamente e espera-se que sejam superiores a 100 ZB/ano até 2025.  O consumo de energia dos data centers equivale a cerca de 1% da produção global de eletricidade; este número poderá aumentar para 3–13% até 2030.  O tempo de armazenamento limitado exige a migração de dados dentro de vários anos para evitar qualquer perda de dados. Isto aumenta substancialmente o consumo de energia, porque uma quantidade significativa de energia é consumida durante essa migração de dados.  A demanda por redução do consumo de energia, prolongamento do tempo de armazenamento e aumento da capacidade de big data levou a uma melhoria contínua das tecnologias atuais, como mídia magnética, discos ópticos e unidades de estado sólido. A memória magnética é a principal escolha para arquivamento de dados devido à sua grande capacidade de armazenamento. Um protótipo de fita magnética desenvolvido recentemente mostra um desempenho de gravação com uma densidade de armazenamento de área de 317,3 Gbit/in 2 .  O aumento da densidade de armazenamento requer a diminuição do tamanho da partícula magnética. Neste caso, as flutuações térmicas e os processos de difusão tornam-se significativos, resultando numa diminuição do tempo de armazenamento. Isto pode ser superado usando materiais com maior coercividade, o que por sua vez leva a uma maior energia necessária para armazenar um bit magnético. Por outro lado, os discos ópticos podem fornecer um tempo de armazenamento aparentemente ilimitado.  No entanto, o limite de difração restringe o menor bit de gravação à metade do comprimento de onda da luz, o que por sua vez limita a capacidade máxima de armazenamento. Usando gravação óptica multidimensional (isto é, múltiplas camadas dentro do meio, domínio espectral, codificação em escala de cinza, etc.), a capacidade de armazenamento por volume pode ser aumentada drasticamente.  Nos conceitos demonstrados, o registro óptico multidimensional é baseado na modificação do material utilizando pulsos de laser ultracurtos.  A energia necessária para escrever um único bit nessas abordagens está acima de 100 nJ/bit. Este valor é muitas ordens de magnitude maior do que para unidades de disco magnético e unidades de estado sólido, que está na faixa de 1 pJ/bit e 100 fJ/bit, respectivamente. Esses valores podem ser melhorados ainda mais reduzindo a carga de calor.  Por outro lado, o armazenamento óptico de dados não precisa ser atualizado e, portanto, não consome energia no estado ocioso. No caso de arquivamento de dados a longo prazo, existe um compromisso entre a energia necessária para escrever um único bit e o tempo de vida do armazenamento.  Outras abordagens para armazenamento de dados de ultra-alta densidade estão em desenvolvimento. Particularmente, o armazenamento digital de dados DNA fornece a maior densidade de armazenamento por volume. Em uma abordagem alternativa, as memórias de tamanho atômico têm a maior densidade de armazenamento de área.  No entanto, os horários para escrever e ler nestes dois casos são atualmente impraticáveis. Particularmente, a velocidade de gravação está entre 0,8 e 0,07 bit/s no caso de memória de tamanho atômico. Os centros de cores no estado sólido constituem um tipo alternativo de armazenamento em escala atômica. De facto, foi demonstrado o armazenamento de dados utilizando os centros de vacância de azoto (NV) no diamante. A codificação de bits é realizada usando controle de estado de carga com luz laser e a leitura é realizada via fotoluminescência (PL). No entanto, os padrões de bits são armazenados nos centros NV por apenas mais de uma semana no escuro, o que não é suficiente para uso prático. Aqui, propomos um conceito de armazenamento de dados WORM (write once read many) de longo prazo baseado em carboneto de silício (SiC), conforme mostrado esquematicamente na Figura . O SiC hospeda centros de cores em escala atômica, especialmente a vacância de silício (VSi ) , ou seja, a ausência de átomo de silício no sítio da rede. Possui uma ampla banda PL à temperatura ambiente na faixa espectral do infravermelho próximo (NIR). Os defeitos V Si são criados por um feixe focado de prótons ou íons de hélio, proporcionando alta resolução espacial, rápida velocidade de gravação e baixa energia para armazenar um único bit. O limite de difração da densidade de armazenamento inerente à mídia óptica é superado pelos esquemas de codificação 4D. Nestes esquemas, as três dimensões espaciais e a quarta dimensão de intensidade adicional (codificação em escala de cinza) são realizadas controlando a posição lateral e a profundidade, bem como o número de defeitos V Si através da energia iônica e da fluência, respectivamente. Um microscópio confocal de varredura PL é usado para ler opticamente os dados armazenados. Alternativamente, o uso de catodoluminescência (CL) em vez de PL pode melhorar drasticamente a densidade de armazenamento de área. [caption id="attachment_87019" align="aligncenter" width="633"] Um conceito de armazenamento óptico de dados de longo prazo em SiC. a) A informação é escrita em defeitos atômicos opticamente ativos por um feixe de íons focado e lida usando o defeito PL ou CL. O comprimento de onda de excitação é 785 nm. b) Espectro PL típico em HPSI SiC cultivado e após irradiação iônica. c) O decaimento da intensidade de V Si PL em diferentes temperaturas. As linhas sólidas são adequadas para exp (− t /τ) e as linhas tracejadas representam extrapolação para um tempo de recozimento mais longo t . d) Gráfico de Arrhenius da taxa de decaimento PL 1/τ. A área sombreada ao redor da linha sólida representa a tolerância dos valores extrapolados. À temperatura ambiente, as informações em V Si podem ser armazenadas por mais de dez milhões de anos.[/caption]  

2 Resultados e Discussão

Para nossos estudos, utilizamos wafers comerciais de 4H-SiC. Para criar vagas atômicas, realizamos irradiação de prótons com fluência de 1 × 10 15  cm −2 . Em seguida, medimos PL de V Si na faixa espectral de 800 a 1000 nm sob excitação ideal a 785 nm.  Os espectros de PL à temperatura ambiente na amostra cultivada e medidos após a irradiação são mostrados na Figura   , indicando uma ativação clara de defeitos V Si opticamente ativos sem qualquer tratamento pós-irradiação. Além disso, realizamos experimentos de ressonância magnética detectada opticamente (ODMR) em áreas implantadas ( Informações de Apoio ). A observação do pico ODMR a 70 MHz é uma indicação clara dos defeitos V Si no 4H-SiC. 

2.1 Tempo de armazenamento

Está bem estabelecido que a temperatura ideal de recozimento para curar a rede dos danos da irradiação e simultaneamente preservar o V Si está na faixa de 500 - 600°C.  Em temperaturas de recozimento mais altas, os defeitos V Si são rapidamente removidos. Investigamos agora em detalhes a dependência da intensidade PL integrada no tempo de duração do recozimento t para diferentes temperaturas de recozimento T . Para curar o cristal dos danos da irradiação, partimos de baixas temperaturas de recozimento em etapas de 100°C e duração de 90 min em cada etapa. Todos os experimentos de recozimento são realizados em atmosfera Ar. O recozimento leva a um aumento inicial da intensidade do PL em aproximadamente 52%. Quando observamos que o PL começa a cair a 640°C, paramos para aumentar a temperatura e realizamos várias séries de experimentos de recozimento em temperaturas mais baixas, variando o tempo de recozimento. No início de cada série de temperaturas, os valores de temperatura adequados e os tempos de recozimento associados são determinados pelo teste. Na etapa final, realizamos o recozimento a uma temperatura mais elevada de 900°C até o completo desaparecimento do PL e confirmação do decaimento mono-exponencial. Para aumentar a precisão e garantir a repetibilidade da alteração relativa do PL, todas as medições de recozimento são realizadas na mesma amostra e na mesma área. O histórico completo de recozimento da amostra é apresentado nas Informações de Apoio. A tendência geral é que quanto menor a temperatura de recozimento, maior será o tempo de recozimento necessário para observar quaisquer alterações de PL . Notavelmente, mesmo a T = 400°C, uma diminuição muito pequena, mas diferente de zero, na intensidade de PL é detectável durante um longo tempo de recozimento de 6 h.  A temperatura mais alta T = 900°C é escolhida como a última das quatro séries de recozimento, de modo que são necessários tempos de recozimento curtos na faixa de minutos para observar decaimento PL significativo. Finalmente, os experimentos desta série são realizados até que nenhum defeito V Si opticamente ativo seja mais observado. O recozimento a 900°C mostra um decaimento exponencial completo, que pode ser ajustado para exp (− t /τ), como mostrado pela linha sólida na Figura. Para temperaturas de recozimento mais baixas, a variação do PL é pequena e o ajuste é dado pelo primeiro termo do expoente da expansão de Taylor 1 − t /τ.
A dependência do tempo de decaimento PL τ com a temperatura é determinada pela energia de ativação E a , de acordo com a lei de Arrhenius 
aqui, k B é a constante de Boltzmann. O gráfico de Arrhenius de 1/τ em função da temperatura é apresentado na Figura. A partir do ajuste à Equação, obtemos E a = 860 ± 10 meV. Para efeito de comparação, a energia térmica à temperatura ambiente é de 26 meV. Com o fator de frequência A = 1,6 ± 0,1 Hz, extrapolamos o tempo de decaimento do PL para τ = 1,1 × 10 7  anos à temperatura ambiente T = 22°C e τ = 0,9 × 10 4  anos no ponto de ebulição da água sob pressão padrão T = 100ºC. A extrapolação durante um período tão longo resulta em um erro muito grande. Mas obviamente, o meio de informação baseado nos defeitos V Si no SiC pode preservar a informação ao longo de algumas gerações, ou seja, no mínimo algumas centenas de anos.

2.2 Armazenamento de dados com codificação em escala de cinza

A seguir, registramos o texto “E pur si muove - Embora ele se mova” de Galileo Galilei em defeitos V Si opticamente ativos . Para realizar a gravação digital, convertemos este texto para a representação hexadecimal do código ASCII, conforme descrito nas Informações de Apoio. Criamos defeitos V Si usando um microfeixe de prótons focado em um ponto redondo de aproximadamente 1 µm de diâmetro.  Um esquema de codificação de dois bits é usado para cada pixel de implantação. Implantamos 4 × 10 6 prótons para escrever 01 e, correspondentemente, dobramos e triplicamos esse valor para escrever 10 e 11. A ausência de implantação corresponde a 00. Nenhum recozimento pós-implantação é realizado e os dados podem ser lidos imediatamente após a gravação . Para recuperar o fluxo digital gravado, usamos um microscópio confocal de varredura caseiro, conforme apresentado na Figura  . Os defeitos V Si são excitados com um laser de 785 nm e o PL integrado é medido com um detector de fóton único de silício após filtragem com um filtro passa-longo de 800 nm. A Figura  mostra o V Si PL ao longo de uma das trilhas de dados, onde as diferentes taxas de contagem para os quatro estados lógicos 00, 01, 10 e 11 são claramente vistas. A Figura  mostra as estatísticas da taxa de contagem de PL para todos os pixels. Observamos que a largura total na metade do máximo (FWHM) de 1,6 µm é dada pela convolução do tamanho real do pixel e do tamanho do ponto do laser, sendo ambos de cerca de 1 µm. Notamos também que embora o tamanho do pixel possa ser significativamente reduzido, a resolução espacial do padrão óptico não pode ser significativamente melhorada devido ao limite de difração dado pelo comprimento de onda do laser. Podem ser vistos quatro máximos que identificamos com os quatro estados lógicos. Por fim restauramos o texto “E pur si i uove - Albe Y t it does move”. Dos 294 bits registrados, detectamos apenas dois erros de bits, levando a dois caracteres errados (destacados em negrito). Esses erros são devidos a alguma variação na intensidade do PL e podem ser corrigidos usando bits redundantes como referência para taxas de contagem.
[caption id="attachment_87024" align="aligncenter" width="1000"]Armazenamento de dados de alta densidade Armazenamento óptico de dados em SiC usando codificação em escala de cinza. a) Um exemplo de fluxo digital com codificação de dois bits por pixel. A barra de escala é 10 µm. b) Taxa de contagem de fótons do V Si PL registrada ao longo de uma das trilhas de dados. Quatro níveis de taxa de contagem representam os estados lógicos de dois bits 00, 01, 10 e 11. c) Estatísticas da taxa de contagem PL sobre todos os pixels.[/caption]
Para aumentar a capacidade de armazenamento, demonstramos a codificação multicamadas conforme apresentado esquematicamente na Figura  . Usamos wafers comerciais de SiC e registramos mapas da Terra em diferentes épocas geológicas. Primeiro, esses mapas são convertidos em imagens em tons de cinza de oito bits (Supporting Information) com distância entre pixels de 80 nm. Os íons He com uma energia de 25 keV são focados em um tamanho de ponto de aproximadamente 1 nm na superfície da amostra em um microscópio de íons de hélio (HIM). Para encontrar as condições ideais de gravação, realizamos uma série de experimentos com diferentes fluências de implantação, conforme descrito nas Informações de Apoio. Descobrimos que a intensidade de V Si PL aumenta quase linearmente até uma fluência de Φ max = 1 × 10 13  cm −2 . Ele satura em 5 × 10 13  cm −2 e depois cai devido ao dano induzido por íons na estrutura cristalina do SiC. A escala de cinza para escrita de feixe de íons focado  é escolhida de forma que o estado lógico máximo de 8 bits seja codificado com Φ max σ HIM . Aqui, σ HIM é a área determinada pelo desvio lateral obtido na simulação SRIM (Stopping and Range of Ions in Matter). Outros estados de bits diminuem linearmente com a fluência de implantação.
[caption id="attachment_87023" align="aligncenter" width="633"]Armazenamento de dados de alta densidade Armazenamento óptico de dados em SiC usando codificação multicamada. a) Um esquema do meio de armazenamento óptico com camadas de dados de cerca de 250 nm de espessura, separadas por espaçadores transparentes. b) Varreduras PL confocal em profundidade através de dois pontos. Os pontos são selecionados de forma que a fluência de irradiação seja a mesma na camada dois e diferente na camada um. Devido à absorção insignificante do laser de excitação e do V Si PL no SiC, não há interferência entre as camadas. c) Um mapa da Terra de 240 milhões de anos atrás armazenado/recuperado da camada um. Uma codificação em escala de cinza de oito bits é usada pela escrita de feixe de íons e uma codificação de três bits é reinstaurada pela leitura óptica. d) Um mapa da Terra hoje armazenado/recuperado da camada dois. A taxa de contagem de fundo de 50k cps causada pelo V Si residual é subtraída em (c, d). A taxa de contagem de 87,5 mil cps corresponde a um nível da codificação em escala de cinza de três bits.[/caption]
Depois de escrever mapas individuais da Terra em wafers de SiC separados, eles são empilhados juntos (Figura  3a ). Em seguida, usamos uma configuração confocal para recuperar os mapas armazenados. Varreduras detalhadas através de diferentes pontos são mostradas na Figura  3b . O espaçador transparente nessas varreduras é dado pela espessura do wafer de 250 µm. Considerando a resolução de profundidade de 60 µm juntamente com a distância de trabalho da objetiva de 700 µm, concluímos que até dez camadas podem ser recuperadas sem interferência. Isso se deve ao fraco coeficiente de absorção de SiC nos comprimentos de onda de excitação e V Si PL, que são maiores que 380 nm, correspondendo ao bandgap 4H-SiC. Os mapas recuperados de duas camadas separadas por um espaçador são apresentados nas Figuras  3c e d . Aqui, usamos codificação de 3 bits para reconstruir os mapas. Como a separação de pixels no desenho do projeto é muito menor do que a resolução espacial óptica e a codificação de escrita é mais precisa do que a codificação de leitura, muitos detalhes são calculados em média (Informações de Suporte). Por esta razão, não podemos estimar a precisão da leitura da Figura  3 . Agora estimamos o limite de densidade de armazenamento da nossa gravação 4D. A resolução óptica lateral é dada pelo critério de Rayleigh 1,22λ/NA, onde λ = 785 nm é o comprimento de onda de excitação e NA = 0,81 é a abertura numérica da objetiva. Consideramos então dez camadas e codificação em escala de cinza de três bits para a terceira e quarta dimensões, respectivamente. Finalmente, obtemos uma densidade de armazenamento de 75 Gbit/in2 para dez camadas.

2.3 Leitura de Catodoluminescência

O limite de difração do tamanho mínimo do ponto sob excitação óptica é muito maior que a área implantada no HIM. A Figura  4a mostra uma simulação SRIM da distribuição lateral e profunda dos defeitos V Si criados por íons He com energia de 25 keV. A profundidade de penetração dos íons He com esta energia é de cerca de 250 nm. Devido ao espalhamento lateral de íons dentro da camada de SiC, a área implantada tem cerca de σ HIM ≈200 nm de diâmetro. Para aumentar a resolução espacial, propomos usar CL em vez de PL. A Figura  4b mostra o desgarrado de elétrons com energia de 5 keV em SiC, simulado com o software CASINO (monte CARlo SIMulation of electroN path in sOlids). O desvio lateral é de cerca de σ CL ≈ 300 nm. Embora os elétrons com essa energia penetrem no SiC ao longo de vários µm, a simulação da profundidade é limitada a uma profundidade de 250 nm, que é a espessura da camada epitaxial de SiC usada em nossos experimentos de CL. Observamos que a leitura multicamadas não é possível neste caso.
[caption id="attachment_87025" align="aligncenter" width="1000"]Armazenamento de dados de alta densidade Armazenamento de dados em SiC com leitura CL. a) Simulação SRIM da criação de V Si com implantação de He com energia de pouso de 25 keV indicando desgarrado longitudinal e lateral. b) Simulação CASINO do espalhamento longitudinal e lateral de elétrons com energia de 5 keV. c) Mapa de intensidade CL do código de barras escrito com HIM. d) Espectro CL das áreas irradiadas e cultivadas. e) Leitura integrada da linha CL através do código de barras armazenado em c). As linhas sólidas são um ajuste multi-gaussiano. A inserção mostra o código de barras armazenado em (c).[/caption]
Os espectros CL na faixa de 800 a 1000 nm são mostrados na Figura  4d . Há um sinal CL extremamente baixo em uma amostra cultivada em comparação com PL. A razão para isso é uma concentração cada vez mais baixa de defeitos de V Si nas camadas epitaxiais em comparação com os wafers HPSI usados ​​para PL (Seção Experimental). Após a implantação de He a uma fluência de 5 × 10 13  cm −2 , o espectro CL tem a mesma posição de pico e largura espectral que o espectro PL da Figura  1b , demonstrando que os elétrons podem de fato excitar eficientemente os defeitos V Si . Em seguida, usamos o HIM para escrever um código de barras representado no encarte da Figura  4e . Este código de barras representa o número 916, correspondente à posição espectral de uma das linhas de fônons zero V Si em 4H-SiC. O código de barras foi criado usando linhas de pixel único com fluência de 70 íons/nm a uma energia de 25 keV usando uma corrente de íons de 0,5 pA. O código de barras recuperado com CL é apresentado na Figura  4c . Para ser espectralmente seletivo à emissão dos defeitos V Si , detectamos sinais de 800 nm (usando filtros passa-longo) a 1000 nm (dado pela sensibilidade espectral do detector de silício). Para analisar a resolução espacial, integramos o sinal ao longo das barras e traçamos a varredura linear através das barras, conforme mostrado na Figura  4e . A partir do ajuste multi-gaussiano, descobrimos que a largura total na metade do máximo (FWHM) das barras mais estreitas é de cerca de 420 nm, o que representa a resolução espacial. Este valor está em boa concordância com a resolução espacial lateral esperada dada pelo He combinado e pelo espalhamento de elétrons. De acordo com a Figura  4a,b , a resolução espacial pode ser significativamente melhorada se a profundidade de criação dos defeitos V Si for limitada a 50 nm. Isto pode ser realizado usando íons He com menor energia em combinação com camadas epitaxiais de SiC mais finas. O espalhamento lateral de íons e elétrons He é limitado, neste caso, a 30 e 40 nm, respectivamente, resultando em uma resolução espacial total de 50 nm. Corresponde à densidade de armazenamento para uma única camada próxima de 300 Gbit/in 2 , que é comparável à densidade de área de registro das fitas magnéticas mas com tempo de armazenamento muito maior e sem necessidade de migração de dados. Observamos que a densidade máxima de defeitos V Si opticamente ativos é 10 16  cm −3 ,  enquanto para concentrações mais altas a presença de canais de recombinação não radiativos devido a danos no cristal induzidos por irradiação suprime a emissão. Para tal densidade de volume, a distância média entre defeitos únicos de V Si é de 46 nm. Portanto, para atingir a densidade de armazenamento de área acima mencionada de 300 Gbit/in 2 , o único bit deve ser armazenado em um único ou em poucos defeitos V Si . A criação de um número único ou contável de defeitos V Si obedece à distribuição de Poisson. Para o valor médio de 1 V Si , a probabilidade de criar defeitos de 0 V Si é de cerca de 36,7% e a fidelidade de escrita correspondente é baixa. Porém, no limite de defeitos únicos ou poucos, a codificação binária é possível, onde o 0 lógico é representado pela ausência do sinal CL e o 1 lógico é representado pelo sinal CL diferente de zero dos defeitos V Si . Particularmente, se o valor médio for igual a 5 V Si , a probabilidade de criar um defeito de 0 V Si é inferior a 0,7%. A fidelidade de escrita correspondente definida estatisticamente estaria acima de 99,3% neste caso. O rendimento de criação de defeitos únicos de V Si usando íons He com uma energia de 6 keV é de 8,5%, o que corresponde em média a 12 íons He necessários para criar um (ou 5) centro (s) V Si . Com base nesses números, a energia mínima necessária para armazenar um único bit é estimada em 10 fJ (ou 50 fJ). Este valor não leva em consideração o consumo de energia necessário para manter a IHM funcionando. O consumo geral de energia aumenta com o número de bits e a velocidade de escrita/leitura, mas não existe tal escalonamento para a operação da HIM. Portanto, no limite de um número muito grande de bits, a energia consumida deve ser determinada pela necessária para escrever o bit individual. A velocidade de gravação alcançável é um critério importante para armazenamento de dados a longo prazo. É limitado pela fluência necessária para a criação dos defeitos e pela corrente do feixe de íons. No entanto, este último está ligado ao tamanho do spot alcançável e, portanto, não pode ser aumentado indefinidamente. Se assumirmos uma fluência necessária de Φ He = 1,2 × 10 12  cm −2 e uma área de bits de 1000 nm 2 de acordo com os resultados apresentados acima, necessitamos da implantação de ≈12 íons He. No caso da HIM, podemos utilizar altas correntes na faixa de 2 pA, pois a resolução necessária pode ser facilmente alcançada. Nestas condições, a gravação de um único pixel requer apenas 100 ns. Portanto, nossa abordagem tem potencial para atingir uma velocidade de gravação de 10 Mbit/s (ignorando o tempo necessário para direção e atualização do feixe, que é apenas uma pequena correção). Essa velocidade de gravação é mais rápida do que em outras mídias ópticas de armazenamento de dados.  Defeitos opticamente ativos também podem ser alcançados com outros íons. Uma fonte de íons metálicos líquidos permitirá aumentar a corrente para alguns 10 nA. Desde que o tamanho do ponto de 40 nm possa ser mantido, isto resulta, no entanto, em tempos de permanência extremamente curtos, o que exigirá novos supressores de feixe de alta velocidade. Assumindo um supressor tão rápido, capaz de apagar e revelar o feixe em menos de 10 ns , uma corrente de 200 pA é necessária para atingir a fluência necessária Φ Ga . Em tal sistema FIB hipotético, velocidades de gravação de até 100 Mbit/s poderiam ser alcançadas. A velocidade de leitura é diretamente limitada pela taxa de emissão dos defeitos V Si . Para o armazenamento de dados ópticos 4D descrito na Figura   , o potencial limite superior da velocidade de leitura é de cerca de 100 kbit/s. É muito menor se bits únicos forem armazenados em defeitos únicos de V Si , estando na faixa de apenas 1 kbit/s. Alguns outros centros de cores em SiC demonstram PL muito forte, que pode fornecer velocidade de leitura de defeitos únicos superior a 1 Mbit/s.  Alternativamente, a taxa de contagem e, correspondentemente, a velocidade de leitura podem ser significativamente melhoradas coletando PL da face m do cristal de SiC  ou coletando CL de nanocristais de SiC  depositados em uma superfície condutora espelhada.

3 Conclusão

Demonstramos armazenamento de dados ultralongo e de alta densidade baseado em defeitos V Si , que são criados por feixes de íons focados. Para recuperar as informações armazenadas, excitamos os defeitos V Si com um laser de 785 nm usado em drives de CD e detectamos seu PL. Em seguida, aplicamos esquemas de codificação em escala de cinza de dois e oito bits com base na intensidade PL para armazenar texto e imagens, respectivamente. As imagens são armazenadas em duas camadas e nossas estimativas mostram que até dez camadas podem ser lidas sem interferência. Neste caso, a densidade de armazenamento projetada está na faixa de dezenas de Gbit/pol 2 , o que é comparável com discos HD DVD e Blu-ray. A extrapolação do tempo de decaimento do PL ativado termicamente aponta para um tempo de armazenamento extremamente longo. Para superar o limite de difração, demonstramos então que CL pode ser usado em vez de PL para ler bits codificados em defeitos V Si opticamente ativos. Para examinar a resolução espacial, que determina a densidade de armazenamento de área, escrevemos um código de barras em 4H-SiC usando HIM e lemos usando CL. Embora a resolução espacial do CL de cerca de 360 ​​nm seja melhor do que no caso do PL, ela é limitada pelo espalhamento de íons e elétrons durante os processos de gravação e leitura, respectivamente. Ao reduzir a espessura da camada de gravação para 50 nm, a resolução espacial pode ser significativamente melhorada, proporcionando o limite teórico da densidade de armazenamento de cerca de 300 Gbit/in 2 . Nossa abordagem não se limita ao SiC e pode ser estendida a outros materiais com defeitos opticamente ativos, incluindo materiais 2D como WS 2  e hBN. 

4 Seção Experimental

Amostras

As amostras de 4H-SiC foram adquiridas da STMicroelectronics (anteriormente Norstel). Para os experimentos de PL, foi utilizado um wafer 4H-SiC semi-isolante de alta pureza (HPSI). Para os experimentos de CL, foi utilizada uma camada epitaxial de 4H-SiC tipo p (nível de dopagem 1 × 10 17  cm -3 ) com espessura de 250 nm, cultivada em um substrato 4H-SiC tipo n. Um substrato condutor foi necessário para descarregar a amostra quando ela foi exposta ao feixe de elétrons em experimentos de CL.

Microscópio Confocal

As medições de PL foram realizadas à temperatura ambiente sob condições de vácuo, utilizando um microscópio confocal caseiro. Um laser acoplado a fibra de 785 nm de onda contínua (Thorlabs, LP785-SF20) foi enviado através de um filtro passa-faixa de 785 nm com uma janela de transmissão de 10 nm (AHF Analysentechnik AG, ZET785/10) e focado na amostra usando um objetiva do microscópio com NA = 0,81 otimizada para a faixa espectral NIR. A potência do laser foi controlada usando um atenuador de fibra óptica variável em linha (Thorlabs, VOA780-FC) e ajustada para aproximadamente 6 mW. Utilizando um sistema de nanoposicionamento de circuito fechado (attocube, ANPx311) ancorado ao porta-amostras, foram realizadas varreduras raster PL confocal 2D dos padrões HIM espacialmente seletivos. Para as varreduras PL em profundidade, foi considerado o índice de refração de SiC n SiC = 2,6. A emissão NIR do V Si foi coletada pela mesma objetiva enquanto os resíduos da luz laser foram limpos por um conjunto de dois filtros passa-longa de 800 nm (Thorlabs, FELH0800). O PL foi alimentado em um detector de fóton único de nanofio supercondutor acoplado a fibra de banda larga (Single Quantum) para medições de PL espectralmente integradas ou acoplado a um espectrômetro equipado com um Si-CCD (Andor Technology, iVac 324 FI) para medições de PL seletivas de comprimento de onda .

Implantação de feixe de íons focado

Os experimentos com feixe de prótons foram realizados nas instalações de irradiação TIARA da QST Takasaki, Japão. O acelerador de partículas de extremidade única de 3 MV foi utilizado para gerar um feixe focalizado estável com tamanho típico de 1 × 1 µm 2 , que foi estimado na estação final por imagens de elétrons secundários em uma malha de cobre. A estação final foi equipada com um estágio de precisão de dois eixos (Canon Precision) e controlou a posição do wafer SiC. A corrente do feixe através do porta-amostras foi monitorada durante a irradiação para registrar flutuações e desvios da corrente e fluência pretendidas, enquanto as correntes precisas do feixe foram avaliadas antes e depois do experimento de irradiação por um copo de Faraday conectado a um picômetro. Toda a irradiação com feixe de íons He foi realizada em um Carl Zeiss Orion NanoFAB. A máquina possui vários complementos, incluindo um supressor rápido capaz do comprimento de pulso ultracurto mencionado acima, que também é usado para TOF-SIMS.  Salvo indicação em contrário, uma pressão de hélio de2×10−6mbar, foi utilizada uma abertura de 10 µm, número de controle de ponto 4 e tensão de aceleração de 25 kV. Para reduzir a irradiação não intencional por átomos de He energéticos neutros, todos os padrões de irradiação foram colocados pelo menos 50 µm (normalmente 100 µm) fora do eixo da coluna óptica de íons.

Catodoluminescência

O sistema de detecção óptica comercialmente disponível (delmic SPARC) utilizado para as medições de CL foi acoplado a um microscópio eletrônico de varredura (scienta omicron NanoSAM Lab). A amostra foi montada em um sistema de microposicionamento controlado por piezo. O feixe de elétrons foi direcionado através de uma abertura micrométrica do espelho parabólico e focado na superfície da amostra até um tamanho de ponto abaixo de 10 nm. Um sinal CL foi emitido quando o feixe contínuo de elétrons de 5 keV (1 nA) excita V Si no ponto focal do espelho parabólico. A resposta CL foi coletada pelo mesmo espelho parabólico e acoplada a fibra (Thorlabs, FG300AEA) a um Si-APD (Thorlabs, APD440A) para medições CL espectralmente integradas ou acoplada a um espectrômetro equipado com uma câmera Si-CMOS (Andor Technology , Zyla 5.5 sCMOS) para medições CL seletivas de comprimento de onda. Mapas de intensidade CL 2D foram obtidos escaneando o feixe de elétrons lateralmente através do padrão HIM. Para evitar contribuições de outros defeitos luminescentes na faixa espectral visível, o sinal CL foi filtrado em passagem longa a 830 nm (Semrock, LP02-830RE-25). Todas as medições de CL foram realizadas à temperatura ambiente sob condições de vácuo.

Reconhecimentos

VD e GVA reconheceram o apoio financeiro do Cluster de Excelência em Complexidade e Topologia em Matéria Quântica de Würzburg-Dresden ct.qmat (EXC 2147, ID de projeto DFG 390858490). TO reconheceu o apoio do MEXT Q-LEAP JPMXS0118067395. M. Ho. obrigado Helmut Schultheiss pela assistência com o Blender na preparação dos esquemas na Figura  1a . GH e LB são membros da Ação COST FIT4NANO CA19140 http://www.fit4nano.eu. HK realizou trabalhos no Jet Propulsion Laboratory, California Institute of Technology, sob contrato com a Nastional Aeronautics and Space Administration (80NM0018D0004). O apoio do Ion Beam Center (IBC) nas instalações de irradiação HZDR e TIARA da QST Takasaki é reconhecido com gratidão pela implantação iônica. Financiamento de acesso aberto habilitado e organizado pelo Projekt DEAL.

Conflito de interesses

Os autores declaram não haver conflito de interesses.
  https://w3b.com.br/armazenamento-de-dados-de-alta-densidade-e-ultralongo-prazo-com-defeitos-atomicos-em-sic/?feed_id=3327&_unique_id=662bb2dfb29cf

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Novas Tecnologias Anunciadas Na CES 2024

Novas Tecnologias Anunciadas Na CES 2024 A feira Consumer Electronics Show (CES) deste ano aconteceu em Las Vegas em janeiro e foi, como sempre, uma vitrine dos mais recentes e inovadores avanços tecnológicos. Houve mais de 4.000 expositores e mais de 130.000 participantes na feira este ano, aumentando novamente após os níveis do COVID-19. A feira contou com a participação de 1.200 startups, uma forma segura de elas conseguirem se relacionar e dar à sua empresa uma plataforma diante de diversos líderes globais em tecnologia. Incluídos nos expositores estavam Amazon, Google, Honda, Mercedes-Benz, L'oreal e outros neste evento fechado apenas para empresas. A CES é o maior evento de tecnologia auditado do mundo e realizado presencialmente. O Independent enfatiza a escala do networking que está sendo feito aqui, já que qualquer pessoa no show terá em média 29 reuniões diferentes por dia durante o show. Os temas deste ano Todos os anos há algo para o qual as empresas voltam a sua atenção devido à procura do público ou devido ao que as novas tecnologias podem fazer agora. Aqui estão alguns dos temas que vemos na tecnologia que está sendo criada. IA – Nos últimos anos, temos visto a IA avançar e cada vez mais empresas direcionarem os seus recursos para a criação de novas formas de IA generativa. Sustentabilidade – Não há como contornar esta situação agora e percebe-se que os procedimentos verdes se alinham com as necessidades atuais do público. Soluções para cuidados de saúde – A necessidade de apoiar o setor de cuidados de saúde é inegável e com a tecnologia isso poderia ser feito. Há uma necessidade urgente de assistência, a falta de pessoal de enfermagem e de médicos e os hospitais lotados que pioraram nos últimos anos mostraram a todos que o setor da saúde está se afogando, então a tecnologia que está sendo criada para ajudar isso não só não é surpreendente, mas talvez também necessário. . A tecnologia doméstica incentiva a conveniência – Com as novas tecnologias surgem novas maneiras de fazer as coisas e os utensílios domésticos não ficam de fora. Podemos apagar as luzes mandando uma máquina fazer isso, aspirar o chão mandando uma máquina fazer isso e 2024 trará ainda mais comodidade para o lar. Com a IA e o ChatGPT fazendo tudo por nós, os criadores da CES deste ano conseguiram levar isso ainda mais longe. Destaques tecnológicos da CES 2024 Com tantos novos dispositivos e anúncios este ano, esta é uma pequena seleção dos melhores. WIM da WiRobotics Este é um robô vestível que facilita maior mobilidade com uma força de assistência segura e poderosa. O dispositivo pode analisar a marcha do usuário em tempo real para apoiá-lo ainda mais. Integrado está um programa de treinamento de IA que analisa os dados musculoesqueléticos de longo prazo do usuário e reforça o desempenho da caminhada. Telescópios inteligentes Odyssey e Odyssey Pro A Unisteller revelou seus novos telescópios inteligentes este ano, projetados para tornar muito mais fácil observar as estrelas e capturar imagens do céu noturno. Eles estão equipados com “tecnologia de detecção de campo autônoma”, que ajuda a localizar os objetos astronômicos e cria uma visão muito mais clara. O telescópio cria uma maneira fácil de saber o que está acima de você e com o aplicativo você pode acompanhar o que vê e compartilhar as fotos com os amigos também. GyroGlove por GyroGear Este dispositivo foi criado para estabilizar tremores nas mãos e restaurar a qualidade de vida das pessoas que sofrem. Projetada para uso diário, a GyroGlove utiliza tecnologia assistiva com um giroscópio de alto desempenho. Acredita-se que este seja o primeiro dispositivo médico giroscópio mecânico. TV OLED transparente da LG Trazendo ideias de ficção científica para a realidade, esta TV transparente foi projetada para se integrar perfeitamente ao seu ambiente. Tem 77 polegadas que não bloqueia nenhuma visão nem estraga a aparência do seu interior. A LG planeja lançar este dispositivo, mas ainda não especificou uma data de lançamento ou preço. Binóculos inteligentes de identificação de animais da Swarovski Este dispositivo faz exatamente o que o nome indica e é tão inteligente quanto você pensa. Perfeito para entusiastas da vida selvagem ou se você quiser impressionar o grupo com seus novos conhecimentos. Os binóculos 10×32 usam IA integrada para identificar espécies de pássaros, insetos e mamíferos e também mostram o nome. Os binóculos não só possuem configuração de identificação e bússola, mas também podem armazenar até 1.700 fotos com sua câmera 4k. Eles estão programados para serem lançados em fevereiro e custarão US$ 4.799. Anel Amazfit Helio Vimos smartwatches dispararem em popularidade nos últimos anos e em 2024 pode ser a ascensão do anel inteligente. Na CES deste ano, o anel Helio foi anunciado e está competindo com os demais. É feito com titânio “amigo da pele”, pesando menos de 4g. O anel terá um rastreador de sono e também ajudará você a monitorar seus exercícios. Como sempre a incorporação da IA, com uma aplicação que permite registar os dados e obter relatórios semanais e mensais.   A tecnologia avança ano após ano e na CES tudo o que há de melhor faz a sua estreia. Será um ano de extraordinária inovação com muito mais por vir. fonte: https://www.ceotodaymagazine.com/ ces 2024, ces 2024 samsung, ces 2024 jbl, ces 2024 las vegas, ces 2024 infinix, ces 2024 lg, ces 2024 sony, ces 2024 onde será, ces 2024 lenovo, ces 2024 news, ces 2024 o que é, ces 2024 amd, ces 2024 amazon, ces 2024 asus, ces 2024 agenda
https://w3b.com.br/novas-tecnologias-anunciadas-na-ces-2024/?feed_id=2426&_unique_id=65ae8443dd361

sábado, 20 de janeiro de 2024

Cientistas do Google DeepMind negociam para sair e formar startup de IA

Cientistas do Google DeepMind negociam para sair e formar startup de IA Dois cientistas do Google (GOOGL.O), abre uma nova abaA subsidiária de inteligência artificial DeepMind está em negociações com investidores para formar uma startup de IA em Paris, informou a Bloomberg News na sexta-feira, citando pessoas familiarizadas com as conversas.
Os cientistas Laurent Sifre e Karl Tuyls, que já avisaram para deixar a DeepMind, mantiveram discussões com investidores sobre uma rodada de financiamento que poderia arrecadar mais de 200 milhões de euros (217,84 milhões de dólares), disse o relatório.
A empresa, atualmente conhecida como Holística, pode estar focada na construção de um novo modelo de IA, acrescentou o relatório.
Google e DeepMind não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters.
A DeepMind foi adquirida pelo Google, de propriedade da Alphabet, há cerca de uma década para alimentar a pesquisa de IA e agora implantou suas próprias ofertas na corrida para competir com chatbots de IA generativos, como os apoiados pela Microsoft (MSFT.O), abre uma nova abaBate-papoGPT.
A Mistral AI, sediada em Paris e cofundada por um antigo investigador da DeepMind, disse em dezembro que arrecadou 385 milhões de euros (419,34 milhões de dólares) na sua segunda ronda de financiamento em sete meses.
($1 = 0,9181 euros)

Reportagem de Zaheer Kachwala em Bengaluru; Edição de Shweta Agarwal;

Nossos Padrões: Os Princípios de Confiança da Thomson Reuters.

https://w3b.com.br/cientistas-do-google-deepmind-negociam-para-sair-e-formar-startup-de-ia/?feed_id=1789&_unique_id=65ac75d3e53d7