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quinta-feira, 15 de agosto de 2024

Microsoft “preenche vaga” de Sam Altman com o cofundador da Deep Mind

Microsoft “preenche vaga” Em novembro de 2023, a Microsoft chegou a anunciar a contratação de Sam Altman, após o CEO da OpenAI ser demitido pelo conselho de administração da companhia, dona do ChatGPT e um dos principais players por trás do boom da inteligência artificial. Ele chegaria para liderar justamente as pesquisas em inteligência artificial da gigante de Redmond, que já havia investido US$ 10 bilhões na OpenAI. Mas, apenas cinco dias depois de seu desligamento, retomou sua posição na startup, a partir da pressão de investidores e de funcionários. Os laços com a OpenAI seguem cada vez mais estreitos, mas o vaivém de Altman deixou uma lacuna importante no quadro da Microsoft. E que, agora, está sendo preenchido por um outro nome relevante na onda da inteligência artificial: o britânico Mustafa Suleyman, cofundador da DeepMind e da Inflection AI, duas das startups mais conhecidas nesse espaço. Na terça-feira, 19 de março, a Microsoft nomeou Suleyman vice-presidente executivo e CEO da Microsoft AI, sua nova unidade focada no avanço do assistente virtual Copilot e de outros produtos e pesquisas de inteligência artificial conectados às ofertas de consumo da empresa, como Office, Windows, Bing e Edge. A chegada do executivo foi divulgada em uma mensagem aos funcionários da Microsoft enviada pelo CEO Satya Nadella, a quem Suleyman se reportará diretamente. E foi acompanhada do anúncio de que Karen Simonyan, também cofundadora da Inflection AI, será a cientista-chefe da nova área. “Conheço Mustafa há vários anos e o admiro muito como fundador da DeepMind e da Inflection, e como visionários, criador de produtos e construtor de equipes pioneiras que buscam missões ousadas”, escreveu Nadella. O CEO da Microsoft também ressaltou que Simonyan é uma pesquisadora renomada, que liderou o desenvolvimento de alguns dos maiores avanços em inteligência artificial na última década. E acrescentou que diversas pessoas do time da Inflection AI optaram por se juntar à dupla na nova casa. Nadella pontou ainda que a inovação da empresa em inteligência artificial seguirá se baseando no trabalho estratégico e a “quatro mãos” com a OpenAI. E que a contratação de Suleyman e Simonyan só reforça a “construção e os princípios de parceria” da Microsoft. Como parte da criação da nova unidade e do foco da aplicação de inteligência artificial orientada ao portfólio de consumo, todas as áreas lideradas por Mikhail Parakhin, CEO de advertising e web services da Microsoft, se reportarão a Suleyman, incluindo as equipes do Copilot, do Bing e do Edge. Para liderar esses times, Suleyman traz no currículo, entre outras credenciais, o fôlego mostrado pelas startups que ajudou a fundar. Criada em 2010, a DeepMind foi comprada pelo Google, em 2014, por cerca de US$ 500 milhões, e se tornou o laboratório de inteligência artificial da gigante americana. Suleyman deixou a Alphabet, controladora do Google, um dos rivais da Microsoft na esfera da inteligência artificial. Na sequência, ele foi um dos fundadores da Inflection AI, que, por sua vez, já mantinha relações com a empresa liderada por Satya Nadella. Em junho de 2023, a Microsoft foi um dos nomes por trás do aporte de US$ 1,3 bilhão captado pela Inflection. A rodada contou ainda com a participação da Nvidia, de Bill Gates e de Erick Schmidt, ex-CEO do Google. E avaliou a startup em US$ 4 bilhões. Na época da captação, Suleyman, que também atuava como CEO da Inflection ressaltou que os recursos seriam destinados justamente para a construção de uma inteligência artificial “mais pessoal”, a partir de um assistente batizado de Pi. As ações da Microsoft estavam sendo negociadas com ligeira alta de 0,62% por volta das 15h30 (horário local) na Nasdaq. A empresa está avaliada em US$ 3,1 trilhões e seus papéis acumulam uma valorização de 11,6% em 2024.
Fique Por Dentro
Cofundada por Suleyman, a DeepMind foi comprada pelo Google, em 2014 Outra empresa de Suleyman, a Inflection AI, foi avaliada em US$ 4 bilhões A Microsoft é uma das investidoras da Inflection AI Microsoft “preenche vaga”
https://w3b.com.br/microsoft-preenche-vaga-de-sam-altman-com-o-cofundador-da-deep-mind/?feed_id=9415&_unique_id=66be74c3486e2

sábado, 3 de agosto de 2024

Google considera busca paga “movida” a IA

Em um movimento relacionado com iniciativas voltadas para a inteligência artificial, o Google está considerando fazer uma grande mudança em seu modelo de negócio. A companhia de Mountain View está avaliando começar a cobrar pelo uso de ferramentas “premium” em seu buscador. A ideia é gerar uma nova fonte de receita para o serviço, hoje dependente de anúncios. Ao cobrar pelo uso do buscador, o Google faria a sua primeira mudança no modelo desde quando passou a gerar receita com a estratégia de links patrocinados. No ano passado, o Google reportou que o buscador e os anúncios renderam US$ 175 bilhões em receita. O montante representa mais da metade do valor total que a companhia faturou em 2023. Com inteligência artificial, o Google poderia oferecer respostas mais precisas às buscas dos usuários. O desafio para a empresa é que esse processo envolve mais dados computacionais – o que aumenta o custo. A ideia é que o buscador ainda continue sendo oferecido de forma gratuita. Já os anúncios seguiriam sendo exibidos mesmo para os assinantes de um possível novo serviço. Ainda assim, há um temor de que ao gerar respostas mais precisas com inteligência artificial, o Google jogue contra os anunciantes ao diminuir o acesso aos links patrocinados. A adoção de inteligência artificial no buscador parece um passo natural para a empresa. Nos últimos meses, o Google começou a estudar a possibilidade de oferecer ferramentas premium em serviços como Gmail e Docs, segundo o Financial Times (FT). Google considera busca paga “movida” a IA Essa seria também uma resposta à iniciativa da Microsoft de adicionar inteligência artificial ao Bing. Apesar de isso ter sido feito no ano passado, o FT informa que o buscador da companhia fundada por Bill Gates não ganhou ainda participação de mercado com essa estratégia. O Google ainda está envolvido no desenvolvimento da tecnologia e os testes estão ocorrendo desde maio. Ainda não há previsão sobre o lançamento de uma ferramenta deste tipo.
Fique Por Dentro
Serviço premium adicionaria funções de inteligência artificial ao buscador No ano passado a companhia faturou US$ 175 bilhões com anúncios Maior concorrente, a Microsoft já adicionou IA ao buscador Bing Google considera busca paga “movida” a IA
https://w3b.com.br/google-considera-busca-paga-movida-a-ia/?feed_id=12541&_unique_id=66aea2c30dfc7

terça-feira, 18 de junho de 2024

Microsoft Teams como alterar idioma

A possibilidade de alterar o idioma de uma plataforma de comunicação é fundamental para melhorar a experiência dos usuários, tornando compreensíveis as configurações do software para pessoas de diferentes nacionalidades. No Microsoft Teams, essa mudança pode ser realizada de maneira rápida. Abaixo, veja os detalhes. Leia mais:

Aplicativo para PC

Tempo necessário: 1 minuto
  1. Entre na sua conta da MicrosoftPrimeiramente, na parte de cima da tela inicial da plataforma, clique nos três pontos. Depois, na janela aberta em seguida, clique em “Configurações”.
  2. Faça a alteraçãoNa área posterior, nas opções logo abaixo de “Configurações”, clique em “Aparência e acessibilidade”. Adiante, desça a tela aberta à direita e, em “Idioma”, selecione a sua preferência. Por fim, clique em “Salvar e reiniciar”.

Aplicativo para celular/tablet

Android:
  1. Primeiramente, abra a tela de configurações do seu dispositivo eletrônico;
  2. Na próxima área, toque em “Gerenciamento geral”;
  3. Por fim, na etapa seguinte, abra os “Idiomas” e escolha a sua opção.
iOS:
  1. Em primeiro lugar, acesse os “Ajustes” do aparelho;
  2. Depois, na etapa seguinte, desça a tela e toque no aplicativo “Teams”;
  3. Ao final, na área posterior, entre em “Idioma” e selecione a sua preferência.

O que é o Microsoft Teams?

Imagem para ilustrar tutorial sobre o Microsoft Teams
Imagem: Microsoft Teams/Divulgação.
O Microsoft Teams é um aplicativo multiplataforma de comunicação que conta com diversas opções de interação, como bate-papo, chamadas de voz e videoconferências. Algumas funcionalidades do software incluem compatibilidade com o Office 365, possibilidade de conexão das reuniões com o Google Agenda, criação de salas privadas para chat, divisão de acesso por equipes e associação com serviços variados, como Trello, Asana, Todoist, MindMeister e Salesforce. Atualmente, o Teams conta com três opções de planos pagos – Microsoft Teams Essentials, Microsoft 365 Business Basic e Microsoft 365 Business Standard -, que, por preços diferentes de mensalidade, oferecem menos ou mais configurações e personalizações. *Com informações do Microsoft Teams.
https://w3b.com.br/microsoft-teams-como-alterar-idioma/?feed_id=11598&_unique_id=667240d543277

sábado, 27 de abril de 2024

Microsoft mira na inteligência artificial e acerta na reaproximação de EUA e Emirados Árabes

A Microsoft não tem economizado na corrida pela dianteira na inteligência artificial. Prova disso são os laços estreitos que a gigante de Redmond mantém com a OpenAI, dona do ChatGPT, que foram reforçados por um investimento de US$ 10 bilhões na startup comandada por Sam Altman.

Agora, a big tech americana está novamente abrindo o cofre para avançar nessa seara. Desta vez, porém, em outro território. A Microsoft anunciou na terça-feira, 16 de abril, um investimento de US$ 1,5 bilhão na G42, startup de inteligência artificial dos Emirados Árabes Unidos (EAU), apoiada pelo governo local.

Com o novo aporte, a G42, fundada em 2018, chega a um volume total de US$ 2,3 bilhões captados. Antes da Microsoft, a empresa já havia atraído duas rodadas lideradas pela Silver Laker Partners e o Mubadala.

“Nossas empresas trabalharão juntas não apenas nos Emirados Árabes Unidos, mas para levar a inteligência artificial, a infraestrutura digital e serviços para nações carentes”, afirmou, em nota, Brad Smith, presidente da Microsoft, que passará a ocupar um assento no board da startup.

Peng Xiao, CEO da G42, também falou sobre a rodada: “Essa parceria amplia significativamente a nossa presença no mercado internacional, combinando as capacidades únicas de IA da G42 com a robusta infraestrutura global da Microsoft.”

Entre outros pontos, o investimento prevê que a startup rode seus aplicativos e serviços na Microsoft Azure, plataforma de nuvem da Microsoft, com abertura para ofertas em parceria de ferramentas de inteligência artificial para grandes empresas e clientes do setor público.

O acordo também inclui o plano de desenvolver profissionais especializados em inteligência artificial na região. Para isso, as duas empresas se comprometeram a criar um fundo de US$ 1 bilhão destinado a desenvolvedores.

A Microsoft e a G42 ressaltaram ainda que o aporte contempla um acordo intergovernamental, que trata de questões como leis de comércio, segurança, integridade empresarial e “inteligência artificial responsável”. O documento foi elaborado com a consulta dos governos de ambos os países.

“Vamos combinar tecnologia de classe mundial com padrões líderes globais para uma IA segura, confiável e responsável, em estreita coordenação com os governos dos Emirados Árabes Unidos e dos Estados Unidos”, acrescentou Smith, da Microsoft.

Muito além desse discurso oficial e das fronteiras das duas empresas, nos bastidores, o investimento bilionário, que, ao que tudo indica, teve uma participação relevante dos governos de ambos os países, sinaliza uma mudança importante no diálogo esses dois atores.

Nos últimos anos, a conversa entre os Estados Unidos e os Emirados Árabes Unidos tem sido bastante prejudicada pela proximidade crescente do governo local, um antigo aliado americano, com a China, à medida que o país tenta reduzir a dependência do petróleo e diversificar sua economia.

Essa aproximação vem se traduzindo, por exemplo, no interesse de fabricantes chineses de carros elétricos pelo mercado dos Emirados Árabes Unidos. Ao mesmo tempo, isso se reflete em investimentos nesses players, entre eles, a Nio, que captou US$ 738,5 milhões junto a um fundo local em 2023.

Diante desses vínculos crescentes e da guerra comercial travada com a China, o governo dos Estados Unidos chegou a pressionar para que os Emirados Árabes Unidos cortassem as relações com companhias chinesas, como a Huawei, sob o risco de perderem o acesso a tecnologias americanas.

Antigo e grande “desafeto” dos EUA, a Huawei é um dos nomes que integram, desde 2019, a lista de empresas com as quais as companhias americanas estão proibidas de manter quaisquer relações comerciais.

Em um dos reflexos dessa política, no mesmo ano em que a Huawei passou a constar dessa relação, o Google suspendeu qualquer atualização do seu sistema operacional Android para os smartphones da marca chinesa.

Brad Smith, da Microsoft (à esq.), o xeique Tahnoun bin Zayed al Nahyan e Peng Xiao, CEO da G42
Brad Smith, da Microsoft (à esq.), o xeique Tahnoun bin Zayed al Nahyan e Peng Xiao, CEO da G42

Em janeiro deste ano, a própria G42 correu o risco de reforçar essa relação. Na época, deputado republicano Mike Gallagher, pediu ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos examinasse de perto a startup.

A alegação do parlamentar era de que a G42 matinha relações justamente com companhias como a Huawei e a Tencent. Além de trabalhar com serviços militares e de inteligência da China, e de ter investido em companhias chinesas, como a ByteDance, dona do TikTok.

Em outro ponto, a acusação foi reforçada com a informação de que Peng Xiao, CEO da G42, teve uma passagem no alto escalão da DarkMatter, empresa que desenvolve ferramentas de espionagem e vigilância.

“No domínio das tecnologias avançadas, temos perseguido uma estratégia comercial desde 2022 para nos alinharmos totalmente com os nossos parceiros americanos e não nos envolvermos com empresas chinesas”, afirmou a G42, na oportunidade, em comunicado.

Nesse cenário, a Microsoft e a G42 ressaltaram que a colaboração entre as duas empresas teve início e se fortaleceu no último ano. Isso inclui, por exemplo, um plano conjunto, anunciado em abril de 2023, para desenvolver soluções de IA para o setor público e a indústria.

Em um escopo mais amplo, a própria OpenAI, investida da Microsoft, vem se aproximando da startup. Em outubro, as duas empresas anunciaram uma parceria para oferecer ferramentas de ponta de IA para os Emirados Árabes Unidos e a região.

Ao mesmo tempo, o país foi uma das escalas escolhidas por Sam Altman, CEO da OpenAI, para viabilizar seu ambicioso plano de captar entre US$ 5 trilhões e US$ 7 trilhões para “remodelar” a indústria de chips e acelerar o desenvolvimento da inteligência artificial.

Em sua peregrinação para captar essa cifra estratosférica, Altman se reuniu no início do ano com o xeique Tahnoun bin Zayed al Nahyan, que atua como conselheiro de segurança e é irmão de Mohamed bin Zayed al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos.

As ações da Microsoft estavam sendo negociadas com ligeira alta de 0,50% por volta das 12h (horário local) na Nasdaq. No ano, os papéis da companhia, avaliada em US$ 3 trilhões, acumulam uma valorização de 12%.

https://w3b.com.br/microsoft-mira-na-inteligencia-artificial-e-acerta-na-reaproximacao-de-eua-e-emirados-arabes/?feed_id=3686&_unique_id=662d0d662ca91